Cotidiano

Prefeitura diz que só vai discutir UPA Veterinária em novembro

Executivo diz que lei não é impositiva

Kemila Pellin Publicado em 09/08/2015, às 19h01

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Executivo diz que lei não é impositiva

A Prefeitura de Campo Grande disse que vai aguardar o prazo de regulamentação de 90 dias para se manifestar sobre a construção, ou não da UPA Veterinária, o que deve acontecer apenas em novembro.

Na quarta-feira (5) foi sancionada e publicada no Diogrande (Diário Oficial do Município) a Lei nº 5.593, de 29 de julho de 2015, de autoria do vereador Chiquinho Teles, autorizando o Poder Executivo a criar uma Unidade de Pronto Atendimento Veterinário, denominada UPA-VET, que deveria “prestar atendimento de urgência e emergência às populações de animais domésticos caninos, felinos, equinos, asininos e de muares da capital, prestando os primeiros socorros, além de oferecer serviços de consultas, orientações, medicação de urgência, cirurgias entre outros”.

O projeto já corre desde 2012, quando á época, o então prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB) chegou a lançar projeto arquitetônico de uma UPA veterinária, que deveria ser construída próxima ao estacionamento do CCZ (Centro de Controle Zoonoses) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Recentemente o caso da cadelinha batizada como Vitória Guerreira, que morreu alguns dias depois de ser resgata dentro de um córrego da Capital, onde foi jogada por seus donos após sofrer atropelamento e ter parte da pela arrancada, reacendeu novamente as discussões.

Dois meses depois do caso, que aconteceu no final de maio, o vereador Chiquinho Teles (PSD) voltou a apresentar na Câmara, projeto de lei que autorizava o Executivo a construir uma UPA/VET (Unidade de Pronto atendimento Veterinário).  O projeto foi aprovado no dia 2 de julho e sancionado pelo prefeito no dia 5 de agosto. Porém, até o momento a UPA VET contínua apenas no papel, sem nenhuma perspectiva de local e muito menos data para início das obras.

Projeto

Nelsinho apresentou uma planta do prédio que iria atender cachorros e gatos, logo após a polêmica em torno do cão que sofreu maus-tratos e foi batizado como Scooby, fazer novamente com a bandeira em prol dos animais fosse levantada. Scooby foi amarrado a uma motocicleta e arrastado do Bairro Aero Rancho até o CCZ. O dono alegou que o animal precisava ser sacrificado por estar com leishmaniose e não teria outra forma de levar o animal até o Centro de Zoonoses.

Na planta o pronto-socorro para os animais teria 70 metros quadrados e seria construído próximo ao estacionamento do Centro de Zoonoses. Nelsinho dizia que a UPA serviria de exemplo para todo o País.  

A unidade deveria oferecer serviços como consultas, orientações, medicação de urgência e até mesmo contar com uma sala de soroterapia. Os recursos seriam provenientes de convênios, que estavam em estudo na época. De lá para cá, não foram mais divulgadas informações sobre o projeto.

Jornal Midiamax