Cotidiano

Prefeitura diz que mais 11 escolas desistiram da greve em Campo Grande

ACP ainda aguarda nova proposta de reajuste

Midiamax Publicado em 15/06/2015, às 18h55

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ACP ainda aguarda nova proposta de reajuste

A greve dos professores da Reme (Rede Municipal de Ensino) perdeu força nesta segunda-feira (15). Onze escolas municipais voltaram a funcionar na Capital, conforme revelado pelo secretário municipal de administração Wilson do Prado. Entretanto, os professores continuam aguardando nova proposta da Prefeitura, que deve ser enviada nesta terça-feira (16).

O secretário revelou ao Midiamax que das 45 escolas paradas onze voltaram a funcionar hoje. “O movimento está perdendo força, as escolas estão voltando. Já caiu para 34 o número de escolas paradas. Depende agora mais deles do que da gente”.

Wilson do Prado confirmou que as partes devem conversar nesta terça, quando nova proposta será apresentada. “Eles já aceitaram receber parcelado, então estamos fazendo estudos para preparar uma proposta que não gere impacto financeiro no caixa da Prefeitura”.

Sindicato diz que falta vontade política

O presidente da ACP (Sindicato dos Professores de Campo Grande) Geraldo Gonçalves declarou que falta vontade política para a Prefeitura encerrar a greve. “Dinheiro tem, já aceitamos que parcelem em até dez vezes o reajuste. Falta vontade política”.

Geraldo negou que o movimento esteja perdendo força. “Algumas escolas voltaram sim, mas com o professor triste, frustrado. É muito triste saber dessa fala inconsequente do secretário. Ele deve zelar pelos professores, pela secretaria de educação”, disse, referindo-se a fala de Wilson do Prado de que a greve estaria perdendo força.

A ACP deve ir à Câmara na manhã de terça-feira pressionar os vereadores. “Eles são responsáveis pela paralisação. Os professores estão parados desde o dia 25 e os vereadores não estão se incomodando com isso. Eles que aprovaram a lei que não está sendo cumprida. Os vereadores têm que cumprir a legislação”, destacou.

A greve

 A última contraproposta dos professores foi de pagamento de 8,5% de reajuste neste ano e divisão dos 4,51% restantes (para completar 13,01%) até março do ano que vem. Durante a manhã Wilson do Prado disse que a Prefeitura não vai aceitar a proposta e apresentará uma nova contraproposta terça-feira.

Os professores pedem a aplicação do índice de 13,01%, para equiparação do piso local ao nacional, conforme prevêem as legislações da União e do Município. Por causa do impasse com a Prefeitura, a categoria deflagrou greve dia 25 de maio. 

Jornal Midiamax