Cotidiano

Prefeitura decide fechar centro pediátrico, mas não dá prazo

Bernal anunciou projeto de reestruturação do atendimento pediátrico

Kemila Pellin Publicado em 09/10/2015, às 20h28

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Bernal anunciou projeto de reestruturação do atendimento pediátrico

O prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP) deu fim a polêmica envolvendo o Hospital Pediátrico, e anunciou que o Pai (Pronto Atendimento Integrado), ou antigo Cemp (Centro Municipal Pediátrico), como ficou conhecido, será fechado, assim que o projeto de reestruturação do atendimento for implantado nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) da Capital.

Para isso, o SUS (Sistema Único de Saúde) liberou uma verba de R$ 25 milhões, que devem ser usados para melhorar o atendimento pediátrico na cidade. De acordo com o prefeito, as UPAs Vila Almeida, Universitário, e Coronel Antonino, assim como a unidades do Santa Mônica, Leblon e Moreninhas, que ainda estão sendo construídas, serão adaptadas para prestar o serviço, de forma que atendam todas as microrregiões da Capital, além de seis municípios próximos.

Bernal também disse que os leitos neonatais no Hospital Universitário e da Maternidade Cândido Mariano, serão ampliados, e os profissionais passarão por curso de atualização profissionalizante. Ainda foi anunciado a contratação de mais 80 médicos pediátricos.

A data de implantação do projeto ainda será definida, em reunião com o Conselho Municipal, prevista para a próxima semana. Mas já foi determinado que as obras das três UPAs que ainda estão em construção, sejam concluídas em 4 meses.

Sobre o Hospital Pediátrico, Bernal garantiu que o mesmo continua em funcionamento, até que as reestruturação seja concluída, para que a população não seja prejudicada. O Pai custa R$ 3 milhões mensais a Prefeitura, e não tem nenhum repasse do SUS.

A unidade do Coronel Antonino deve atender 257 mil pessoas, distribuídas em 15 bairros e cinco municípios. A do Universitário vai abranger 11 bairros de Campo Grande, atentando cerca de 100 mil pacientes. Na Vila Almeida, 100 mil pessoas, de sete bairros, devem ser beneficiadas. No Leblon, 202 cidadãos, de 22 bairros próximos, vão poder contar com os serviços pediátricos. A UPA Santa Mônica vai cobrir sete bairros da região oeste, que somam quase 105 mil pessoas. E a Moreninhas deve atender os nove bairros da região sul, além da cidade de Maracaju.

Jornal Midiamax