Cotidiano

Por penas mais rigorosas manifestantes pedem mudança de lei

ONGs pedem penas maiores para crimes contra animais

Thatiana Melo Publicado em 26/04/2015, às 15h03

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ONGs pedem penas maiores para crimes contra animais

Com penas que vão de 3 meses a 1 ano, e geralmente, convertidas em doações de cestas básicas, é que manifestantes foram as ruas da Capital, neste domingo (26), pedir para que punições mais severas sejam aplicadas a quem comete crimes contra animais.

“Estamos tentando conscientizar as pessoas, e principalmente, os políticos para que mudem as leis para que penas mais duras sejam aplicadas. Muitos que possuem bichos maltratam e nada é feito”, fala Eliane Augusto Pereira, psicóloga e voluntária em uma ONG protetora de animais.

 De acordo com a psicóloga em média são resgatados por mês cerca de 20 animais maltratados, além de denúncias feitas. Ainda de acordo com Eliane a Decat (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Proteção ao Turista), não consegue atender a todos os chamados. “A Decat até tenta ajudar, mas é ineficaz, por que tem pouco efetivo para atender os chamados”, fala a psicóloga.

Segundo a coordenadora do movimento “Marcha da Defesa Animal”, Luciana Lopes, o objetivo é que as penas passem a ser de 8 anos em regime fechado. “Os crimes de hoje são considerados de menor potencial ofensivo, como, omissão de socorro, abandono, mas quando mudar a lei, as pessoas vão pensar duas vezes antes de maltratar um animal”, diz Luciana.

A fotógrafa Katiana Macedo, de 25 anos, dona da cadelinha Belinha fala da revolta que dá quando acha um animal maltratado na rua. “Quando vejo um animal maltrato na rua acabo levando para casa. Já tenho 7 cachorros resgatados para doação”, fala katiana.

“É triste, é horrível quando você vê um bichinho na rua maltratado, por pessoas  sem consciência”, diz a coordenadora do movimento.          

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