Cotidiano

Para salvar o filho de doença rara, mulher faz campanha para doação de medula

Só 30 casos no mundo foram registrados

Thatiana Melo Publicado em 08/10/2015, às 15h50

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Só 30 casos no mundo foram registrados

Hoje, Kaique Rodrigues Zanatta tem dez anos e desde pequeno sofre com várias e longas internações, sem que os médicos descobrissem o que o menino tinha. O diagnóstico foi confirmado no fim de agosto. Kaique foi diagnosticado com uma doença rara, a Deficiência Iper GE, que afeta o sistema imunológico diminuindo o tempo de vida do menino.

A mãe de Kaique, Sidinéia Rodrigues Zanatta, de 34 anos, fala que já perdeu as contas das internações do filho, e que só neste ano já foram mais de cinco, a última há dois meses durou 21 dias. “Mesmo passando muito tempo internado ele continua um menino muito feliz. Nesta última ficou um pouco chateado, mas fez muitas amizades”, fala Sidinéia.

Das indas e vindas ao hospital, com várias pneumonias, Kaique já teve de drenar os pulmões e até biópsia teve de fazer para tentar descobrir a causa do seu problema. Vários exames foram feitos sem que o diagnóstico fosse preciso. “Colhemos o material aqui em Campo Grande e enviamos para Recife, e o resultado chegou em agosto”, explica.

Sidinéia fala que seu filho é uma criança normal, que brinca, estuda, mas que tem as suas limitações alimentares e de alguns medicamentos. “O Kaique já sabe que não pode ingerir nada que tenha lactose por causa da sua limitação, mas tirando este pequeno problema ele é muito feliz”, ressalta.

A doença do menino é rara, no mundo só 30 casos foram registrados, e no Estado o caso de Kaique é o único. Mas, mesmo com estatísticas tão pessimistas, a mãe afirma que a família está esperançosa. “Estamos esperançosos, já que conseguimos descobrir o que ele tem”, diz.

A mãe de Kaique ainda conta que a imunidade do filho está muito baixa, e que as células de defesa não conseguem agir junto da medicação. “A cura do meu filho está no transplante de medula óssea. Estamos atrás de um doador. Uma em cada cem mil pessoas pode ser compatível com meu filho”, fala.

Para o menino que vive entre várias internações, o sonho de criança não é por brinquedos caros de última geração, como videogames, mas algo simples como poder beber leite como qualquer outra criança.

A mãe faz um apelo. “As pessoas precisam perder o medo de doar medula, muitos acham que precisam fazer uma cirurgia, mas não é só a coleta de sangue para fazer o teste de compatibilidade. Meu filho precisa urgente da doação de uma medula óssea”, finaliza.

Quem quiser ajudar basta ir a um Hemocentro, preencher uma ficha e coletar uma pequena amostra de sangue.

Jornal Midiamax