Para garantir funcionamento de Ceinfs, Prefeitura anuncia “facão” em convênios

Contratos com Omep e Seleta devem ser rescindidos 
| 14/05/2015
- 20:23
Para garantir funcionamento de Ceinfs, Prefeitura anuncia “facão” em convênios

Contratos com Omep e Seleta devem ser rescindidos 

Diante do movimento grevista de funcionários terceirizados da Omep ( Organização Mundial para a Educação Pré-Escolar) e Seleta (Seleta Sociedade Caritativa e Humanitária) nos Ceinfs, a Prefeitura de Campo Grande informou nesta quinta-feira (14) que “se os funcionários não voltarem imediatamente ao trabalho serão substituídos”.

De acordo com a administração municipal, os cortes serão feitos para garantir o pleno funcionamento dos 100 Centros de Educação Infantil da Rede Municipal de Ensino. O secretário Municipal de Administração, Wilson do Prado, disse que não vai admitir que mais de 14 mil crianças fiquem sem atendimento.

Uma das reivindicações dos funcionários, a redução da jornada de trabalho de 7 para 6 horas já foi aceita pelas entidades empregadoras, com o aval da Prefeitura. “Isto na prática significa um aumento salarial indireto”, explica Wilson do Prado na nota da administração.

O contrato com a OMEP tem um custo mensal de R$ 2,8 milhões e com a Seleta, R$ 3 milhões para a Prefeitura.

De acordo com o Senalba-MS (Sindicato dos Empregados em Entidades Culturais, Recreativas, de Assistência Social, de Orientação e Formação Profissional no Estado de Mato Grosso do Sul), 90% dos 1.100 funcionários lotados em 99 Ceinfs e 19 Cras aderiram à paralisação que segue por tempo indeterminado.

Os grevistas reivindicam redução da jornada de trabalho de sete para seis horas, o que já teria sido aceito pelo prefeito, além de reajuste salarial de 9%. O Município destaca que as negociações sobre o reajuste compete às entidades.

Por outro lado, presidente do sindicato, Maria Joana Barreto Pereira, garante que as negociações devem ocorrer entre a Prefeitura e às entidades nas quais os funcionários trabalham.

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