Cotidiano

Pais de bebê com câncer reclamam de despreparo e demora de hospital da Capital

 Pais dizem que biopsia ainda não foi realizada por falta de equipamento

Midiamax Publicado em 06/04/2015, às 13h54

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 Pais dizem que biopsia ainda não foi realizada por falta de equipamento

O casal de microempresários Dhiana Batista, de 25 anos, e Carlos da Silva, de 33 anos, passa por um momento difícil: o filho Enzo Batista da Silva, de 2 anos, está com câncer de próstata. Não bastasse a doença, os pais reclamam de despreparo do Hospital Regional, onde Enzo está internado desde terça-feira (31).

“Ele está com crescimento acelerado do tumor e desde quinta-feira o hospital não tem condições de fazer a biopsia. Primeiro não tinha cirurgião e depois não tinha material , uma agulha. É um absurdo um hospital deste tamanho estar nessas condições”, critica Dhiana.

A mãe de Enzo relata que foi informada pelo hospital que depois de realizada, demorará duas semanas para sair o resultado dos exames. “Pesquisamos em outros hospitais do país, o tempo é de 3 a 5 dias para sair o resultado. Duas semanas é muito”.  Ainda de acordo com os pais, funcionários revelaram ser a primeira vez que o hospital atende um caso deste.

O pai foi ao Ministério Público nesta segunda-feira ( 6), para denunciar a falta de prestação de serviços do e tentar garantir que o hospital providencie profissionais e materiais necessários para o tratamento da criança.

Além disso, o casal clama por ajuda especializada. “Precisamos de ajuda de algum médico especialista para o tratamento do nosso filho”. O contato é: 84340036. “Pedimos a oração de todos, é uma dor muito triste. A gente não imagina que vai acontecer com nosso filho”.

Entenda o caso

Exame de ultrassom feito no Hospital Universitário na segunda-feira passada (30) mostrou que Enzo estava com tumor de 5 centímetros. No dia seguinte, ele foi transferido para o Cetohi (Centro de Tratamento Onco Hematológico Infantil) do Hospital Regional.

Na quarta-feira (1°), tomografia apontou crescimento acelerado do tumor, subindo para 7 centímetros. Um dia depois os pais foram informados do câncer e da raridade do caso. Segundo os pais, a partir daí a biopsia não pode ser feita. “Na quinta-feira falaram que não tinha cirurgião. No sábado tinha, mas aí não tinha material para o exame”, conta Dhiana.

Nesta segunda-feira (6), Enzo está passando por exame de coleta de sangue da medula óssea, para ver se o câncer já atingiu os ossos da criança. “Ele está com inchaços cruzados no corpo, com a pressão muito alta. Os batimentos cardíacos dele chegaram a 255”, revela.

Outro lado

A assessoria do Hospital Regional informou que, por conta da condição clínica de Enzo, é necessário o uso de equipamento específico para a biopsia, que já foi pedido pela direção. Entretanto, a alegação do hospital é que, mesmo se o equipamento tivesse chego, a condição do bebê não permite um procedimento cirúrgico, que seria prejudicial para Enzo.

Equipe do Regional estaria viabilizando processos alternativos de tratamento e entrará em contato com a família para cogitar a possibilidade de um tratamento de quimioterapia.

Jornal Midiamax