Cotidiano

Nomes que darão base à CPI do CIMI são críticos à atuação da Igreja Católica

Oitiva deverá ocorrer na terça-feira (13)

Jessica Benitez Publicado em 06/10/2015, às 19h21

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Oitiva deverá ocorrer na terça-feira (13)

Pelo menos dois, dos três nomes que serão os primeiros a serem ouvidos pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do CIMI (Conselho Indigenista Missionário) são críticos à atuação da igreja católica na história indígena. Conforme definido na primeira reunião dos integrantes da comissão na tarde desta terça-feira (6), o sociólogo e jornalista, Lorenzo Carrasco, deve ser ouvido no dia 13. Ele é autor do livro ‘Quem manipula os povos indígenas contra o desenvolvimento do Brasil: um olhar nos porões do conselho mundial de igrejas’.

Segundo a presidente da CPI, Mara Caseiro (PTdoB), os primeiros depoimentos servirão para dar fundamentação à apuração. O antropólogo Edward Luz também será ouvido. Em 2013 ele foi expulso da ABA (Associação Brasileira de Antropologia). Em um de seus textos, Edward elogia a atuação de Lorenzo. O terceiro a participar de oitiva será o jornalista Nelson Barreto que faz parte da Associação Paz no Campo e é articulista da revista Catolicismo.

Os três não moram em Mato Grosso do Sul e, portanto, os gastos com passagens, estadia e refeições serão arcados pelo Legislativo. Mara ainda não sabe mensurar quanto sera gasto durante os 90 dias de apuração, assegurou que fará o máximo de economia, mas também ressaltou que o presidente da Assembleia, Junior Mochi (PMDB), deu aval para a CPI gastar o que for necessário.

“Vamos comprometer o menos possível (de verba), porém há amparo do presidente da Casa, desde que seja uma investigação com o máximo de lisura”, explicou. Além das definições, a reunião serviu para traçar estratégia a ser seguida. O clima esquentou quando Mara quis fazer alterações no rito, mas logo foi alertada pelo relator Paulo Correa (PR) e pelo  integrante Marquinhos Trad (PMDB) sobre os itens 50, 51 e 52 do regimento interno da Casa de Leis.

Impasse – Antes da instalação, a bancada do PT protocolou dois requerimentos tentando barrar a CPI alegando não haver objeto definido de apuração. A deputada do PTdoB, então, reparou a solicitação e conseguiu assinaturas o suficiente para abertura da comissão. Sendo assim, os deputados petistas propuseram a criação da CPI do Genocídio Indígena, fato que acarretou discussão e agressões entre as duas partes depois da sessão ordinária.

Por fim, o PT acabou indicando Pedro Kemp para participar da CPI do CIMI, mas hoje quem compareceu como suplente foi o deputado João Grandão. O deputado Paulo Correia também sugeriu para ser ouvido em novembro o padre Gildásio Mendes Santos, atual reitor da UCDB (Universidade Católica Dom Bosco), devido a universidade ter aproximação com movimentos como o CIMI.

Jornal Midiamax