Cotidiano

No paço municipal, enfermeiros tentam audiência com Olarte

Próxima reunião está marcada para 7 de julho

Thatiana Melo Publicado em 02/07/2015, às 12h41

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Próxima reunião está marcada para 7 de julho

Cerca de 600 profissionais de enfermagem participam de uma manifestação na manhã desta quinta-feira (2), na frente da Prefeitura de Campo Grande. O grupo que está com com faixas e cartazes, espera agendar uma reunião com o prefeito Gilmar Olarte (PP) ou com o secretário da Semad (Secretaria Municipal de Administração), Wilson do Prado.

“A intenção é tentar um diálogo, mesmo com uma reunião marcada para a próxima terça-feira (7)”, explica Hederson Fritz, representante da comissão negociadora dos trabalhadores de enfermagem.

Ainda de acordo com Fritz esta tentativa se dá pela possibilidade de o secretário da Semed (Secretaria Municipal de Administração), Wilson do Prado, não comparecer a reunião. “Existe a possibilidade de ele não ir”, declara.

O  representante da comissão negociadora dos trabalhadores de enfermagem admite que a continuidade da paralisação prejudica a Saúde, no entanto, enfatiza que é necessária. “São 12 dias sem vacinação, sem exames não coletados. Isso é ruim para a Saúde, mas precisamos chamar a atenção do poder público e da sociedade. Se nada for resolvido no dia 7 faremos uma mobilização por semana para chamar a atenção e conseguir um diálogo”, afirma.

De acordo com assessoria de comunicação da Prefeitura, o prefeito Gilmar Olarte (PP) está em Brasília (DF).Já o secretário está na Semed (Secretaria Municipal de Educação) e ainda não se sabe se ele vai atender a categoria.

Paralisação 

A greve nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde), no CEM (Centro de Especialidades Médicas) e no Cenort (Centro Ortopédico Municipal) é de 100%. Já nos Caps (Centros de Atenção Psicossocial), Hospital da Mulher e no Hospital Dia, a adesão é de 50%.

Os profissionais que atendem nos setores de urgência e emergência das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) não aderiram ao movimento e nas demais alas a adesão foi de 70%. Nos CRSs (Centros Regionais de Saúde), o quadro de funcionário é menor, portanto, apenas 30%.

No último dia 22, o desembargador Fernando Mauro Moreira Marinho, exigiu que 80% dos grevistas retornassem ao trabalho sob pena de pagar R$ 3 mil pelo descumprimento, mas a categoria recorreu e aguarda nova decisão judicial.

Jornal Midiamax