Cotidiano

Mulheres se unem para alertar contra a violência sexual nos ônibus

'Não é porque o ônibus está lotado que merecemos ser encoxadas'

Midiamax Publicado em 24/04/2015, às 19h36

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‘Não é porque o ônibus está lotado que merecemos ser encoxadas’

Em vários lugares do mundo, a manhã desta sexta-feira (24) foi marcada por luta contra a violência sexual à mulher. Em Campo Grande, o ato organizado pela Macha Mundial das Mulheres reuniu cerca de 30 pessoas no Terminal Nova Bahia para protestar contra o assédio sexual dentro dos ônibus.

De acordo com Rejane Candado, integrante do coletivo, duas pautas foram levantadas durante as manifestações. Uma internacional, que chama a atenção para a exploração do trabalho feminino nas grandes empresas de roupa, e a outra local, que mais uma vez traz à tona o assédio sexual dentro dos ônibus coletivos.

Rejane explica que já existe uma lei municipal que coíbe esse tipo de ação, mas não se nota o efeito dela no dia a dia. “Não estamos vendo surtir efeito, temos muitas denúncias desse tipo. Não é porque o ônibus está lotado que merecemos ser encoxadas, não é porque estamos em um lugar público que nosso corpo é público”, afirma a ativista.

Durante a ação, os manifestantes levaram cartazes e conversaram com os usuários do terminal, que foi escolhido para local do protesto após a morte da adolescente Luanna Braga Vilella, de 16 anos, que morreu após ser esfaqueada no dia 3 de março. “Familiares e amigos da Luanna compareceram ao ato e nos ajudaram, foi muito importante”, enfatiza Candado.

Além da Marcha Mundial das Mulheres, participaram do Movimento das Mulheres Camponesas, a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). “Nosso próximo passo é levar esse tema para os órgãos responsáveis, para cobrar iniciativas”, conclui Rejane.

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