Cotidiano

Moradores fecham casas do chão ao teto para evitar assaltos no Cohafama

População sente medo de usuários de drogas e assaltantes 

Midiamax Publicado em 05/06/2015, às 19h40

None
img-20150605-wa0082_pequena.jpg

População sente medo de usuários de drogas e assaltantes 

As casas fechadas do chão ao teto equipadas com câmeras de segurança, cerca elétrica e até mesmo com os antigos e artesanais cacos de vidros fixados nos muros, não são suficientes para impedir os constantes assaltos às residências nas ruas do bairro, Cohafama que fica em frente do Shopping Norte Sul Plaza, na região sul de Campo Grande.

Segundo os moradores, o bairro era tranquilo até a construção do shopping que aumentou o fluxo de pessoas transitando pelo local. “O problema não é o Cohafama, são as pessoas que vêm dos outros bairros para cá. Por duas vezes quebraram o vidro do meu carro e, além disso, já entraram na minha casa e na maioria das residências dessa região”, afirma o publicitário que prefere não se identificar.

Há 40 anos no bairro, a idosa de 67 anos, que também não quis se identificar, diz que os assaltos ocorrem à luz do dia. “O problema começou depois que fizeram a ligação das ruas ao shopping. Agora muita gente vem de outros bairros para cá e ficam por aqui usando drogas, namorando nos carros”, relata.

Ainda segundo as informações, o local não conta com policiamento e por conta disso, os moradores precisam reforçar a seguranças nas casas. “A gente coloca cerca, câmera de segurança, mas ainda assim não resolve. Só dificulta um pouco mais. Tive de comprar outra casa porque aqui está complicado, vou me mudar assim que terminar a outra”, afirma.

A cabeleireira, que mora há 13 anos no bairro, diz sentir medo até mesmo ao entrar e sair de casa. “A gente chega e sempre tem carro parado na frente e um monte de gente usando drogas. Esses dias minha filha chegou, entrou em casa e em questão de cinco minutos quebraram o vidro do carro e levaram a bolsa. A nossa sensação é de medo e insegurança”, destaca.

O contador, de 54 anos, destaca que o grupo se reúne, principalmente, na Rua General Reveileau, que não tem saída. “Ali virou motel e ponto de uso de drogas e é muito arriscado reclamar porque a gente não sabe com quem está falando”, frisa. Os moradores contam que contrataram um guarda noturno para fazer rondas na região, no entanto, a vigia não é constante e eles ficam desprotegidos.

“Pagamos o guarda, mas ele aparece só às vezes porque faz a segurança de outros bairros também. Com a polícia não dá para contar, nunca fazem ronda por aqui”, reclama um dos moradores.

Conforme os relatos, a situação é mais crítica nas ruas General Reveileau, Arpoador, Félix Nagli e Santa Adélia, Canoas do Sul. A equipe de reportagem do Jornal Midiamax tentou entrar em contato, por telefone, com a assessoria de comunicação da Polícia Militar para saber sobre as rondas na região, mas com ponto facultativo em virtude do  feriado prolongado, as ligações não foram atendidas.

Jornal Midiamax