Cotidiano

Moradores e comerciantes temem que duplicação da BR-163 mate o comércio

Pontos de retorno e travessia também não estão claros para a população

Kemila Pellin Publicado em 05/07/2015, às 18h14

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Pontos de retorno e travessia também não estão claros para a população

José Antônio Simplício é gerente de uma oficina as margens da BR-163 há quase 15 anos e, agora, com a duplicação da rodovia, vive a insegurança de ter de fechar as portas do estabelecimento “por causa do progresso”.

“No começo do ano a Prefeitura veio e instalou esse guard rail aí na entrada da minha oficina e isolou seis dos meus boxes. Agora, na semana passada, a CCR disse que vai isolar a outra entrada de boxes. Se isso acontecer, a gente vai ter de fechar nosso estabelecimento, porque nós trabalhamos com carretas e bitrens e não tem como manter o serviço sem a entrada dos boxes”, explica José, ao dizer que desde a instalação do equipamento de segurança ele já perdeu metade do movimento.

A preocupação também é compartilhada pela gerente de uma churrascaria, um pouco mais à frente. Ana Loureço teme que a duplicação diminua o movimento do local, por não saber ao certo onde serão instalados os pontos de retorno e travessia. “Se o retorno ficar longe daqui, sei lá, alguns quilômetros que seja, a pessoa não vai voltar aqui só para comer. Então estamos bastante preocupados com isso”, explica.

As funcionárias da churrascaria dizem que a preocupação com os locais de retorno, assim como as passarelas, que devem ligar a pista de um lado ao outro, também está presente na vida da população dos bairros localizados do outro lado da BR. “Eu moro no Pedrossian, que fica aqui atrás da churrascaria, mas para vir para o serviço eu preciso pegar a pista contrária, então se o retorno for longe daqui, vai dificultar nossa vida e aumentar nossos custos com gasolina também”, explica Kely Fernandes.

Já Daine dos Santos acredita que a duplicação será boa porque deve diminuir o número de acidentes, mas admite que concorda com a colega em relação aos locais de retorno e travessia.

Nesse sentido, José Antônio destaca que a duplicação deve sim ser feita, mas de forma que não prejudique os comerciantes e a população. “Essa duplicação precisa ser feita de forma organizada, pensando nos comércios que sobrevivem às margens da rodovia. Se ela isola as laterais da pista com esse guard rail, acaba com as oficinas, e se bloquearem as marginais, como fizeram aqui na frente, mata os comércios que ficam um pouco mais para dentro do bairro”, finaliza Simplício.

Jornal Midiamax