Cotidiano

Homenageado pela PM, Bolsonaro foi capitão em Nioaque na ditadura

Indicação foi feita pela Associação de Oficiais Militares de MS

Ludyney Moura Publicado em 10/04/2015, às 19h09

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Indicação foi feita pela Associação de Oficiais Militares de MS

O deputado federal carioca, Jair Bolsonaro (PP), foi indicado pela Associação dos Oficiais Militares de Mato Grosso do Sul para receber a Medalha Tiradentes, indicação aprovada pelo Comando da Polícia Militar do Estado, para a mais alta comenda da corporação.

A associação afirma que Bolsonaro é um ‘grande defensor das políciais militares do Brasil e de seus integrantes’. A entidade revela que o parlamentar serviu o Exército Brasileiro no município de Nioaque, como capitão, entre os anos 1979-1981, durante o período de ditadura militar.

O progressista, famoso pelas declarações consideradas preconceituosas por ativistas negros e homossexuais, foi procurado para comentar o assunto, mas não foi encontrado em seu gabinete parlamentar.

Jair Messias Bolsonaro e outras 30 pessoas tiveram seus nomes publicados no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (10), para o recebimento da honraria, oficialmente destinada a ‘destinada a galardoar civis e militares que tenham prestado assinalados serviços a Corporação, e policiais militares que, no seio da classe, se destaquem pelo seu valor pessoal de modo a contribuir decisivamente para o aperfeiçoamento e projeção da Instituição no âmbito nacional ou estadual’.

Ainda não há confirmação se Bolsonaro, que esta semana acusou o também deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) de ‘heterofobia’ por se recusar a sentar ao seu lado durante vôo entre o Brasília e Rio de Janeiro, virá a Campo Grande para recebimento da comenda, marcada para a próxima segunda-feira (13), às 9 horas, no Palácio Tiradentes, no Parque dos Poderes. 

Jornal Midiamax