Cotidiano

Grevistas têm faixas confiscadas e acusam Prefeitura de abuso de poder

Os radiologistas, em greve desde segunda-feira, afirmam que a manifestação era pacífica

Midiamax Publicado em 08/04/2015, às 15h00

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Os radiologistas, em greve desde segunda-feira, afirmam que a manifestação era pacífica

Os profissionais de radiologia, que estão em greve desde segunda-feira (6), acusam a Prefeitura de Campo Grande e a Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente) de abuso de poder. Segundo eles, as faixas e o material usado para protestar, em frente da Prefeitura, foram injustamente confiscados, já que a manifestação é um direito assegurado pelo artigo 5º da Constituição Federal.

De acordo com a radiologista membro da comissão de negociação com a Prefeitura, Silvane Dantas, os fiscais e os guardas não deram nenhuma explicação ao confiscar o material de protesto. “Chegaram sem falar nada e recolheram tudo. Pelo que sabemos, todos têm o direito à livre manifestação. Assim, foi abuso de poder”, reclama.

A servidora ressalta que não há motivos para o poder público agir desta forma. “Nossa manifestação é pacífica, não fazemos barulho e deixamos tudo limpinho depois que terminamos. Não sabemos por que fizeram isso”, frisa.

Reivindicações

Os radiologistas, responsáveis pelo serviço de raios X, anunciaram, na última segunda-feira (6), a paralisação das atividades por 72 horas. Entre as principais reivindicações estão: o pagamento do adicional de insalubridade de 40%; o cumprimento do piso nacional de R$ 1.480 (é pago, na Capital, R$ 1.243); e a vistoria para saber se há vazamentos de radiação nos locais de trabalho (que não é feita há cinco anos).

Negociações

Na tarde desta quarta-feira (8) haverá uma reunião entre a Prefeitura e o Sinterms (Sindicato dos Técnicos e Auxiliares em Radiologia das Empresas Públicas e Privadas do Mato Grosso do Sul) a fim de discutir o impasse. Segundo o sindicato, caso não haja um acordo, a greve que terminaria na manhã da próxima quinta-feira (9), será estendida por tempo indeterminado.

Outro lado

Em contrapartida, a Prefeitura de Campo Grande, por meio de sua assessoria de imprensa, declarou que vai averiguar, na tarde desta quarta-feira (8), o motivo do confisco, pois os envolvidos estavam em horário de almoço.

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