Cotidiano

Greve fecha metade das agências bancárias e população teme falta de dinheiro em caixas

Em Campo Grande são 120 agências

Wendy Tonhati Publicado em 06/10/2015, às 15h55

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Em Campo Grande são 120 agências

O primeiro dia da greve dos bancários fechou pouco mais da metade das agências de Campo Grande. Até o meio-dia desta terça-feira (6), o Sindicário (Sindicato dos Bancários de Campo Grande e Região) contabilizava o fechamento de 63, dos 120 bancos da Capital. 

Estão fechadas 22 agências da Caixa Econômica Federal, 12 do Bradesco, 6 do HSBC, 7 do Itaú, 8 do Banco do Brasil e 8 do Santander. De acordo com Orlando de Almeida Filho, secretario jurídico do sindicato, 30% dos funcionários continuam trabalhando, mas somente na orientação dos clientes para a utilização dos caixas eletrônicos. 

Almeida Filho diz que durante esta primeira semana ainda não deve ser possível notar a falta de cédulas nos caixas eletrônicos. Segundo o sindicalista, a falta de cédulas também deve demorar a ser notada, pois quem abastece os equipamentos são os gerentes de bancos e estes, continuam trabalhando. 

Nos bancos, a maioria da população declarou apoio à greve, com a ressalva de que não deveria prejudicar o abastecimento dos caixas de autoatendimento. A greve foi deflagrada no 5° dia útil do mês e próximo ao Dia das Crianças, época de grande movimentação nos bancos e de saques.

Edson Moura, de 65 anos, militar da reserva, disse que já sabia da greve antes de sair de casa. “Vou   tentar pagar as contas no auto atendimento”, relatou. A aposentada Paulina Zárate, de 80 anos, disse que a greve é justa “Neste pais só funciona desse jeito. Sempre uso caixa eletrônico e por enquanto, não vai prejudicar”.

 A artesã Iraneide Alves, de 49 anos, também afirmou que procura utilizar os serviços bancários pela internet e pelo caixa eletrônico. “Dependendo de quanto tempo for a greve, pode prejudicar por causa da falta de dinheiro nos caixas. Mas é justa [a greve]”, pontuou. 

Greve

Os bancários rejeitaram na semana passada a proposta apresentada pela Fenabam (Federação Nacional dos Bancos) de reajuste de 5,5% e aprovou o indicativo de greve. Os caixas eletrônicos vão continuar em funcionamento, mas sem funcionários para fazer o abastecimento pode vir a faltar dinheiro nos caixas. A categoria pede um reajuste de 16%, sendo 5,6% de aumento real e 9,88% referentes à perda da inflação, mais contratações e segurança. 

Em Campo Grande há 2.700 bancários. Quem está com boletos vencidos ou a vencer vai ter que tentar encontrar uma agência que não aderiu ao movimento ou esperar a greve acabar, já que não aceitos em lotéricas. 

Jornal Midiamax