Cotidiano

Gestante com sangramento é carregada por populares para socorro em UPA

Funcionários disseram que não poderiam atender a grávida fora da unidade de saúde

Midiamax Publicado em 29/04/2015, às 11h33

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Funcionários disseram que não poderiam atender a grávida fora da unidade de saúde

Uma gestante teve de ser carregada por populares para que pudesse receber socorro na manhã desta quarta-feira (29). A mulher estava em uma lanchonete em frente da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Universitário, na Avenida Guaicurus, em Campo Grande, quando começou a ter sangramento.

Segundo uma paciente, que estava na unidade, o dono da lanchonete chegou ao local solicitando socorro à gestante, no entanto, foi informado por funcionários do local, de que eles não poderiam atendê-la fora da UPA.

Conforme os relatos, a jovem, que não teve o nome e idade informados, aparentava estar grávida de pelo menos cinco meses. Diante da situação, o dono da lanchonete e outra paciente que estava aguardando atendimento, decidiram carregar a mulher até a unidade de saúde.

“Eles tiveram de carregar a gestante porque os funcionários simplesmente disseram que não poderiam atendê-la porque ela estava fora da unidade. Isso é o cúmulo do absurdo porque deve ter na unidade ao menos um enfermeiro para atender essa moça. Alguém tinha de responder por isso”, afirma.

A assessoria de comunicação da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) justifica que os funcionários da UPA não são capacitados para prestar atendimento fora da unidade de saúde e não têm equipamentos necessários para os procedimentos de resgate. A Sesau destaca que o socorro deveria ter sido feito por uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) ou Corpo de Bombeiros.

A assessoria de comunicação da Secretaria garante ainda que neste caso, não houve omissão de socorro e explica que conforme o protocolo de atendimento, os funcionários não tinham obrigação de solicitar apoio ao Samu e que esta solicitação poderia ter sido feita pela gestante, familiares, ou por quem prestou ajuda à jovem.

De acordo com a assessoria de comunicação da Sesau, caso a paciente queira registrar algum tipo de reclamação, a denúncia deve ser protocolada na Ouvidoria-Geral do Município por meio do telefone: (67) 3314-9955 ou pessoalmente na Sesau, localizada na Rua Bahia, 280, Centro. 

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