Cotidiano

Enfermeiros se revoltam com corte no salário dos dias de greve

Segundo prefeitura, TJ MS autorizou não pagar grevistas

Wendy Tonhati Publicado em 07/08/2015, às 12h22

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Segundo prefeitura, TJ MS autorizou não pagar grevistas

Os enfermeiros de Campo Grande, que ficaram em greve por 17 dias, receberam na última quinta-feira (6), o holerite com o corte dos dias em que a paralisação ocorreu.

O corte causou revolta na categoria, que esperava que por conta do acordo feito para por fim à grave, eles não tivessem os dias descontados, uma vez que foram ao trabalho nos dias da grave e assinaram a folha de ponto.

De acordo com uma enfermeira de um CRS (Centro Regional de Saúde), que preferiu não se identificar, o holerite veio com descontos na produtividade e também nos plantões. Ela diz que mesmo em greve, foi todos os dias trabalhar e que os enfermeiros fizeram rodízio, assim, ninguém deixou de ser atendido na unidade de saúde.

“Até os que não aderiram à grave, colocaram falta. Todos tiveram a lista de presença assinada. Eu tive um desconto de mais de R$ 1 mil”, diz.

Segundo o representante dos enfermeiros do Sinte PMCG (Sindicato dos Trabalhadores da Enfermagem da Prefeitura de Campo Grande), Hederson Fritz, o sindicato acionou a Justiça na terça-feira (28). Ele diz que já havia uma garantia do secretário adjunto da Sesau (secretaria Municipal de Saúde), Antônio Lastória, de que o corte não iria acontecer.

“Nosso acordo não tem menção do corte. Só se referia a não ter punição administrativa da greve. Não teria como acordarmos uma negociação que prejudicaria a categoria. Agora, o Judiciário vai avaliar”, diz.  De acordo com Fritz, as folhas de frequencia de junho e julho foram assinadas pela gerência. “A tirada de ponto é uma decisão arbitraria e ilegal, no nosso entendimento”, completa.

A expectativa do sindicato é de que a decisão da Justiça sai até a próxima segunda-feira (13). Por WhatsApp, os enfermeiros divulgaram mensagens reclamando do corte.  

A prefeitura de Campo Grande informou no dia 24 de julho, que  no julgamento da ação movida pela PMCG contra a greve, o TJ autorizou a prefeitura  a não pagar os servidores que não trabalharam, incluindo aqueles que foram a seus locais de trabalho, bateram ponto e não atenderam os usuários das unidades de saúde.

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