Cotidiano

Depois de calote de R$ 10 mil, formandos vão realizar sonho de fazer festa

Bufê se comoveu e ofereceu desconto que proporcionou a realização da festa

Midiamax Publicado em 10/04/2015, às 16h24

(Foto ilustrativa)
(Foto ilustrativa) - (Foto ilustrativa)

Bufê se comoveu e ofereceu desconto que proporcionou a realização da festa

Com persistência, economia e solidariedade, acadêmicos de jornalismo que no início deste ano foram frustrados com a notícia de que R$ 10 mil acumulados para o pagamento das despesas com a formatura haviam sido desviados e utilizados pelo ex-presidente da Comissão, Leonardo Barbosa, vão poder realizar a festa mesmo com apenas R$ 70,00 em caixa.

A acadêmica Fernanda Freitas, que tomou a frente da comissão, depois que o golpe foi descoberto, explica que a experiência desanimou o restante da turma e que não havia muitas esperanças em realizar a formatura. “Encaminhei e-mail contando a nossa história para três bufês, tentei sensibilizá-los contando a nossa história, mas nenhum deles respondeu, até que conversei com uma pessoa que se comoveu e prometeu nos ajudar”, relata.

A cerimonialista Karla Lyara, que intermediou o contato dos acadêmicos com um bufê que se dispôs a colaborar, diz que já conhecia a história dos acadêmicos, por meio de matérias divulgadas na imprensa. “Eu já sabia o que havia acontecido e me propus a ajudar. Conversei, com vários bufês até encontrar um que atendesse as necessidades da turma”, explica.

O empresário Tanner Cezar Cintra, de 38 anos, admite que não terá lucro com o evento, mas ressalta que o trabalho será gratificante. “Ficamos comovidos com a história deles e faremos toda a estrutura do bufê com tudo que eles necessitarem para a realização do evento. Não vou ter lucro, mas teremos o maior prazer em realizar esse sonho, é uma satisfação para nós”, garante.

Com o bufê garantido, a festa já tem data marcada e será realizada no dia 12 de março de 2016. Para estudante, as parcelas do bufê serão simbólicas porque representam a concretização do sonho.

“O preço é muito simbólico, principalmente para uma turma que passou pelo que passamos. É uma vitória, uma conquista, o momento mais importante de nossas vidas, um marco na vida de todo estudante porque a partir disso estaremos prontos para outra etapa, o mercado de trabalho”, finaliza a acadêmica.

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