Cotidiano

Crianças dormem em cadeiras à espera de atendimento no Cempe

A média de espera por atendimento no Centro Pediátrico ultrapassa 5 horas

Midiamax Publicado em 09/04/2015, às 11h29

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A média de espera por atendimento no Centro Pediátrico ultrapassa 5 horas

Mães e pais campo-grandenses estão clamando por melhores condições na saúde da Capital. Na última quarta-feira (8), crianças doentes foram flagradas dormindo sobre cadeiras, à espera de atendimento no Cempe (Centro Municipal Pediátrico), localizado na Avenida Afonso Pena.

Segundo usuários, o local sempre está tumultuado, com filas quilométricas e espera de, pelo menos, 5 horas para conseguir atendimento inicial.

De acordo com a secretária Rosa Abreu, de 48 anos, a cena de uma menina doente, dormindo sobre as cadeiras e ardendo em febre chamou, sua atenção. “Retornei ao Cempe, por volta das 21 horas, e fiquei surpreendida com a menina, que é filha de uma amiga, deitada e ardendo em 39 graus de febre. Perguntei que horas elas haviam chegado ao local e levei outro susto, pois me disseram que chegaram às 14 horas”, relata.

Além desta menina, a secretária afirma que haviam outras crianças dormindo sobre as cadeiras. “Isso é normal lá. Basta ir a qualquer hora do dia que é possível ver essa triste situação”, diz.

Outra usuária, que preferiu não ser identificada, afirma que havia um bebê de 4 meses, também nesta quarta-feira (8), que chorava muito na fila de espera. Os presentes ficaram sensibilizados com o pequeno e decidiram pedir, aos funcionários, mais agilidade no atendimento.

“Depois que as pessoas ali reclamaram, pegaram o bebê e o levaram para dentro, porém, ele ficou esperando dentro de uma salinha, ou seja, tiraram de um lugar e colocaram em outro para não tumultuar a recepção”, reclama.

Soluções para acabar com espera

Em contrapartida, a Sesau declarou, por meio de sua assessoria de imprensa que vai inaugurar, na próxima semana, o terceiro andar do Cempe a fim de ampliar a capacidade no atendimento. Quando foi inaugurado, a unidade atendia cerca de 150 crianças por dia, mas atualmente, esse número saltou para 600.

Uma das causas de haver tanta espera no Cempe, segundo a Sesau, é a mudança climática,  já que resfriados, gripes e amidalite crescem muito nesta época do ano. Outro problema que a Sesau vem enfrentando a carência de pediatras na Capital. Para sanar isto, a secretaria está fazendo um processo seletivo simplificado para estes profissionais, bastando procurar a sede da instituição, na Rua Bahia 280 e preencher um cadastro.

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