Cotidiano

Com 2 meses de aluguel atrasado, prefeitura não entrega prédio do Cempe

Dono afirma que local vai voltar a ser hospital particular

Kemila Pellin Publicado em 13/12/2015, às 15h47

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Dono afirma que local vai voltar a ser hospital particular

O prédio onde durante um ano funcionou o Cempe (Centro Municipal Pediátrico), localizado na Avenida Afonso Pena, quase esquina com a Rui Barbosa, hoje está praticamente abandonado. No local, apenas um guarda municipal, um segurança, e funcionários da limpeza ainda fazem companhia aos últimos médicos especialistas que atendem as consultas agendadas anteriormente.

Já as milhares de crianças que antes enchiam os corredores, hoje se dividem pelas unidades de saúde da cidade, uma vez que o Prefeitura determinou a entrega do prédio, por não atender aos princípios do SUS (Sistema Único da Saúde), e as exigências de segurança. O problema é que até agora o Executivo ainda não devolveu o espaço ao proprietário, e nem pagou os últimos alugueis, conforme destacou o proprietário Dr. Mafuci Kadri.

“O contrato venceu em outubro, e a renovação era automática, mas de qualquer forma, eles nunca nos procuraram para dizer se vão continuar ali ou não, tudo que eu sei é pela mídia”, explicou o médico.

Ainda segundo Mafuci, o prédio alugado mensalmente por R$ 197 mil, foi entregue com toda a estrutura hospitalar montada, entre equipamentos e mobiliário, que totalizam R$ 2 milhões,e deve ser devolvido da mesma forma. “Para rescindirem o contrato, precisam pagar os atrasados, entre alugueis e encargos, e fazerem a manutenção dos equipamentos”, destacou.

O secretário de Saúde de Campo Grande, Ivandro Fonseca, confirmou o fechamento do prédio, mas explicou que ele só será entregue quando houver um parecer jurídico, da Procuradoria Jurídica sobre as irregularidades encontradas no local. Até lá, a Prefeitura não deve se manifestar sobre o assunto.

El Kadri II

O espaço, que já foi hospital particular e depois centro pediátrico municipal, agora deve voltar a atender pacientes de todas as idades, desde que com planos de saúde, e se tornar uma filial do Hospital El Kadri. “Ali é um corredor de ônibus, com grande fluxo de pessoas e de fácil acesso para a população, então eu pretendo manter o hospital ali, com toda a estrutura necessária para a população”, explicou.

O prédio conta com 10 leitos de CTI (Centro de Tratamento Intensivo) e quatro salas de cirurgia, e segundo o proprietário, também será equipado com o pronto-socorro. “A intenção é fazer um novo hospital, e não mexer na estrutura do autal El Kadri”, finalizou.

Jornal Midiamax