Cotidiano

Campo Grande e nove municípios registram chuva acima do esperado para o mês

Maioria dos municípios é da região sul

Midiamax Publicado em 26/11/2015, às 17h55

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Maioria dos municípios é da região sul

Amambai, Campo Grande, Dourados, Itaquiraí, Ivinhema, Juti, Ponta Porã, Porto Murtinho, Rio Brilhante e Sete Quedas já registraram chuva acima do esperado para o mês de novembro. A informação foi divulgada pela Cemtec-MS (Centro de Monitoramento de Tempo, do Clima e dos Recursos Hídricos de Mato Grosso do Sul), com dados de até a manhã de quinta-feira (26).

Itaquiraí lidera: o esperado para o mês era que chovessem 158,4 milímetros. Já choveu 348,6 milímetros, 120% acima da média. Depois vem Sete Quedas, onde já choveu 367,2 milímetros, 98% acima do esperado, que era de 185,4 milímetros. Dourados completa o pódio, com 69% acima da média. Esperava-se 172,7 milímetros, mas já choveu 292,6 milímetros.

Campo Grande e Amambai vêm na sequência, ambos com 67% acima da média. Na Capital já choveu 206,5 milímetros e o esperado era de 128,6. Em Amambai já choveu 312,6 milímetros, com esperado de 186,8 milímetros. Juti também chama a atenção, com 48%: esperava-se 174 milímetros e já choveu 258,8.

Completam a lista Rio Brilhante, 21% acima (193,8/159,6), Ponta Porã com 16% acima (249/213,7), Ivinhema com 13% (151,2/133,8) e Porto Murtinho com 9% (180/165).

Estragos

A sequência de temporais que atinge principalmente a região sul do estado tem causado estragos. Em Tacuru, a chuva forte continua caindo e há o risco de deslizamento da MS-260.

Em Coronel Sapucaia, o abastecimento de água foi interrompido, após duas bombas serem danificadas. Na zona rural do município, as estradas estão intransitáveis e os alunos não conseguem chegar as escolas. A Defesa Civil divulgou que 15 cidades já foram atingidas e que havendo necessidade, o Governo irá decretar situação de emergência nas cidades afetadas.

Conforme o Paulo Pedro Rodrigues, prefeito de Tacuru, cidade a 416 quilômetros de Campo Grande, a situação ainda é preocupante. "Além dos estragos da chuva, ainda há o problema social, das pessoa que conseguem trabalhar, os chamados diaristas, que fazem a prestação de serviço em diversas atividades do campo e da cidade". Há pelo menos dez pontes encobertas pela água no município e a MS-160 continua interditada por conta de uma grande erosão. De acordo com o prefeito, 25 famílias ribeirinhas estão sendo observadas por conta do risco de desmoronamento. "Defesa Civil está alerta e a Defesa Civil do estado também mandou equipes para acompanhar a situação", diz o prefeito.

Em Coronel Sapucaia, a 380 quilômetros da Capital, os moradores ficaram sem água, internet e sem luz. De acordo com a assessoria de imprensa do município, o abastecimento de luz foi reestabelecido, mas a água continua sem chagar às casas dos moradores. Com a tempestade, duas bombas da Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul) ficaram danificadas. Uma foi arrastada na enxurrada e outra, soterrada. Equipes da empresa trabalham nesta quinta para fazer o reparo. Ainda chove na cidade. 

De acordo com a Defesa Civil, por enquanto, 15 cidades (Tacuru, Juti, Amambai, Coronel Sapucaia, Sete Quedas, Paranhos, Jateí, Iguatemi, Naviraí, Ivihema, Caarapó, Fátima do Sul, Mundo Novo, Dourados e Eldorado) foram atingidas, mas se a chuva continuar, outras áreas, como a região sudeste do Estado, poderão sofrer com a chuva.

Havendo necessidade, o Governo irá decretar situação de emergência nas cidades afetadas. Com essa determinação, os municípios, por intermédio do Governo, poderão solicitar do Governo Federal recursos para reconstruir os pontos atingidos.

Jornal Midiamax