Cotidiano

Atual gestão disse que dobrou a quantidade de mirins atendidos no IMCG

Mozania foi confrontada com dados da advogada que representou prefeitura

Midiamax Publicado em 06/04/2015, às 16h54

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Mozania foi confrontada com dados da advogada que representou prefeitura

A atual diretora do IMCG (InstitutoMirim de Campo Grande), Mozania Campos, dissedurante a audiência pública na Câmara Municipal, nestasegunda-feira (6), que quandoassumiu a gestão do institutoapenas 500 jovens estavam em curso.

De acordo com Mozania, atualmente a ONG (Organização Não Governamental) atende mil jovens em curso e mais mil jovens estão no mercado de trabalho. Ainda de acordo com a atual gestão, foi necessário fazer uma grande reforma no local.  “O prédio estava caindo na cabeça dos mirins, tinha um convênio de manutenção anual de R$ 287 mil com a prefeitura e estava com a estrutura toda danificada”, afirmou.

A diretora afirmou que os atendimentos no Instituto também aumentaram. Segundo os dados passados por Mozania, os atendimentos sociais passaram de 10 mil para 26 mil por ano; de psicologia passaram de 14 mil para 18 mil e de nutrição chegaram a 105 mil atendimentos anuais.

Mozania foi confrontada com dados da advogada que representou a prefeitura em uma auditoria feita no Instituto, Lucia Elizabeth Devecchi, que acusou a atual diretora de assumir ilegalmente o Mirim. Segundo ela, uma ata de assembléia chegou a ser falsificada para que a posse ocorresse.

Lucia disse ainda que Mozania superfaturou a reforma do prédio do Instituto Mirim, que teria custado R$ 900 mil. “Com esse valor, a gente constrói outro prédio. Foi feita pintura e algumas reformas. O banheiro segue vazando, a cozinha foi reprovada pelo Corpo de Bombeiros e aquilo vai ser interditado. Eles foram até multados”.

A advogada disse que todas as palavras de Mozania eram mentirosas e que ela foi à terceira advogada chamada para auditar as contas do Instituo para a prefeitura. “É tudo trancado com sete chaves. Eu queria fazer uma prestação de contas, mas ela levava tudo embora para casa e fazia as prestações no comutador próprio”.

Em relação a posse de Mozania, Lúcia afirmou que a ata foi falsificada e que a ex-diretora afirmou que nunca deu posse. “Nos estatuto diz que só quem pode passar a posse é a ex-diretora para a diretora eleita, mas a Denise falou que isso nunca foi feito”.

A atual diretora explicou que quando assumiu o cargo, eleita em assembléia, a antiga diretora já havia renunciado e por isso não houve a cerimônia de posse. “Ela pediu para sair, viu que a situação estava feia e saiu. Eu tenho a ata registrada em cartório de que houve assembléia e que eu fui eleita”, declarou.

Mozania deve ficar no cargo até 15 de Abril, no dia 10 será realizada uma assembléia onde serão votados os indicados ao cargo de diretor. A atual gestão afirmou que não vai concorrer. “Queremos entregar como não recebemos: contas em dia, projetos encaminhados, para que o jovem não fique na rua e possamos incluí-lo”, concluiu. 

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