#CGR115: Está atrás de peças baratas? Bairro Guanandi reúne mais de 10 ferros-velhos

Quando se procura peças usadas por um preço até 50% mais barato, os ferros-velhos são logo lembrados. Uma região que concentra grande número de estabelecimentos deste seguimento é a do Bairro Guanandi, em Campo Grande, onde podem ser encontrados mais de 10. Segundo a maioria dos atuais proprietários, a formação desse polo de mercado se […]
| 13/08/2014
- 23:56
#CGR115: Está atrás de peças baratas? Bairro Guanandi reúne mais de 10 ferros-velhos

Quando se procura peças usadas por um preço até 50% mais barato, os ferros-velhos são logo lembrados. Uma região que concentra grande número de estabelecimentos deste seguimento é a do Bairro Guanandi, em Campo Grande, onde podem ser encontrados mais de 10.

Segundo a maioria dos atuais proprietários, a formação desse polo de mercado se deu através dos ex-funcionários de um pioneiro, há cerca de 20 anos, conhecido como “Toninho”, isto é, muitos trabalharam para ele e depois abriram seu próprio comércio. Atualmente, o Ferro-Velho do Toninho (já falecido) não existe mais, porém, seus discípulos estão a todo vapor na região.

De acordo com empresário Alberto Garcia Rocha, dono de ferro-velho no Guanandi há 17 anos, os funcionários fizeram uma espécie de curso profissionalizante com os pioneiros. “Eles aprendem como funciona no dia a dia e depois saem para abrir seu próprio negócio”, ressalta.

Apesar de haver bastante concorrência, Rocha afirma que isso é benéfico, pois os empresários da região se ajudam. “Aqui um indica o outro para o cliente quando não temos uma peça”, frisa. Entre as principais vantagens para seus clientes, segundo o comerciante, está qualidade do produto e o preço baixo. “Uma peça de ferro-velho é original. Por isso, é muito melhor do que um produto novo e paralelo ou de uma peça recondicionada”, acentua.

Nesse sentido, o empresário Claudiney Correa Mendes, há 36 anos no ramo de peças usadas, lembra que a concentração de ferros-velhos é boa tanto para quem vende como para quem compra. Ele afirma que além dos compradores particulares de peças, há muitos mecânicos que o procuram.

O mecânico Hélio Canhete Oliveira diz que frequenta o núcleo do Guanandi desde o início de sua formação e, antes disso, já comprava peças usadas há pelo menos 30 anos. Oliveira diz que as peças mais procuradas em ferros-velhos são motores e caixas de câmbio, em virtude da maior incidência de problemas e ao alto preço encontrado nas concessionárias.

Assim, para o motoboy Oséias Afonso, de 39 anos, comprar peças no ferro-velho é sempre um bom negócio, porém, é preciso pesquisar. Por isso, para ele o polo de mercado do Guanandi é muito vantajoso para o consumidor. “Sempre compro estepes e rodas por aqui. Quando não acho em um lugar vou ao vizinho”, ressalta.

#CGR115: Aniversário de Campo Grande

Em comemoração do aniversário de 115 anos de Campo Grande, o jornal Midiamax realizou uma série de reportagens sobre as vias e regiões que concentram diferentes nichos de mercado existentes na Capital. Acompanhe na próxima quinta-feira (14) a reportagem sobre o nicho de mercado encontrado no entorno da Santa Casa.

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