Cotidiano

Atenção com a dengue deve ser redobrada em período de chuvas, alerta Sesau

A Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau) alerta a população para que redobre os cuidados com a dengue durante o período de chuvas. Segundo a assessoria de comunicação do órgão, o trabalho de campo dos agentes de saúde fica prejudicado e a população deve tomar a frente e cuidar para que o mosquito Aedes Aegypti […]

Arquivo Publicado em 11/03/2011, às 15h52

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A Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau) alerta a população para que redobre os cuidados com a dengue durante o período de chuvas. Segundo a assessoria de comunicação do órgão, o trabalho de campo dos agentes de saúde fica prejudicado e a população deve tomar a frente e cuidar para que o mosquito Aedes Aegypti não se prolifere.


Ainda de acordo com a secretaria, o cuidado deve ser focado principalmente nas calhas, pois após as chuvas, a água pode ficar parada sem ser percebida pelos moradores.


O trabalho é feito de forma preventiva. Assim que a chuva para, os agentes voltam a campo para visitar as residências. A secretaria frisa ainda que não houve um aumento significativo no número de notificações em relação ao mesmo período do ano passado.


A doença é causada por vírus e é transmitida pela picada do mosquito Aedes argypti. Ela é considerada um dos principais problemas de saúde pública e pode se apresentar em até quatro tipos: inaparente, clássica, hemorrágica e o tipo 4, que é o mais preocupante deles.


Agentes alertam para poças d’água na rua


O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde Pública (Sintesp), Amado Cheikh, fez uma observação que muitas vezes não é lembrada pela população: as poças d’água que ficam nas ruas após as chuvas também podem se tornar criadouros do mosquito.


Após as chuvas que caíram durante 8 dias em Campo Grande, diversos buracos com profundidade razoável foram abertos nas vias. Exemplos estão na rua Rui Barbosa e nas avenidas Ernesto Geisel e Guaicurus, onde muitos motoristas acabam danificando seus veículos. Mas segundo Amado, o problema está na ruas de menor movimento.


“Como chove sem parar, não sai sol, não tem como secar. A larva demora até duas semanas para eclodir e, em uma rua de pouco movimento, onde os carros ainda desviam dos buracos, pode ser que o local se torne um criadouro”, aponta.


“O máximo que podemos fazer é jogar um produto para não deixar a larva eclodir”, finaliza.

Jornal Midiamax