Cotidiano

Após período de chuvas, buracos tornam trânsito caótico em Corumbá

“Antes, enfrentávamos problemas com os buracos da tubulação da rede de esgoto que estava sendo implantada em Corumbá, agora são os buracos causados pela chuva. Andar por Corumbá é um caos, à pé ou de carro. Por onde andamos é buraco em cima de buraco, fora a água que escorre o tempo todo. Temos que […]

Arquivo Publicado em 18/03/2011, às 12h18

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“Antes, enfrentávamos problemas com os buracos da tubulação da rede de esgoto que estava sendo implantada em Corumbá, agora são os buracos causados pela chuva. Andar por Corumbá é um caos, à pé ou de carro. Por onde andamos é buraco em cima de buraco, fora a água que escorre o tempo todo. Temos que tomar cuidado para não passarmos correndo e ‘espirrar’ nas pessoas”, disse o condutor Crescêncio Gutierrez, 61 anos. Abordado pela reportagem deste Diário na rua Cyríaco de Toledo, esquina com o Anel Viário, sentido Centro da cidade, Gutierrez afirmou ter se arrependido do percurso que escolheu, pois quase teve prejuízos.

“Toda a rua Cyríaco de Toledo, que dá acesso ao bairro Nova Corumbá está cheia de buracos. O quebra-molas [lombada] que havia em frente ao posto de combustível não há mais, assim como toda a rua. Os buracos são muito grandes. Ao passar por um deles, bateu o fundo do meu carro. Pensei que fosse ficar atolado ou que teria algum prejuízo. Até no Centro [da cidade] o trânsito está caótico”, argumentou.

Caso parecido é na rua Gonçalves Dias, no bairro Aeroporto. Lá os buracos a cada dia se tornam maiores devido ao tráfego pesado e intenso de caminhões. Com as recentes chuvas, os bueiros se misturam à lama e trazem grandes riscos, apontou a moradora Ana Lúcia Pereira Miranda, 23 anos.

“Os buracos aqui da Gonçalves Dias sempre foram um sério problema para quem mora no local, porém, com a chuva que caiu nos últimos dias, a situação piorou, porque a água não escoa e os buracos ficaram maiores. Os bueiros não estão dando conta e a água da chuva se misturou com a água dos bueiros e ficou empoçada. Não podemos nem sair em frente de casa, porque ou os carros que passam espirram água em quem está passando, ou porque não aguentamos o cheiro. A situação é pior na hora em que as crianças saem, porque os carros sem condições de passar nas ruas acabam passando pelas calçadas e colocam a segurança das crianças em risco”, afirmou Ana Lúcia.

Na rua Edu Rocha, paralela a Gonçalves Dias, também no bairro Aeroporto, perto de uma revendedora de bebidas a situação requer cautela de quem transita no local. Os moradores afirmaram ao Diário que a chuva fez um grande estrago na esquina e que o buraco é tão grande, que por diversas vezes, carros ficaram “presos” nele.

“Todos os dias temos que ajudar um carro a sair do buraco. A água que fica nele engana. Os motoristas pensam que é um buraco pequeno, avançam e o carro cai de frente no buraco. É ajuda de Deus não ter ocorrido algum acidente grave, porque a situação nesta esquina está muito feia. Esse buraco se formou depois que fizeram um desvio de uma galeria da outra esquina, então o fluxo de água se voltou para essa esquina e a enxurrada acabou levando parte do asfalto e aos poucos, o buraco foi abrindo cada vez mais”, contou José Augusto Miguéis, 67 anos.

No bairro Popular Velha, os estragos das chuvas na rua Pedro de Medeiros, fizeram com que uma família vendesse o carro e colocasse a casa à venda. “Depois da grande chuva de 28 de fevereiro, a rua não seca. A água acumulou de tal forma que diariamente, muitos carros ficam atolados e temos que ajudar. Além de toda a lama e o mau cheiro, dos bueiros que estouraram, temos que tolerar a falta de educação da população que mora pelas redondezas e joga lixo no terreno da frente, que é uma área aberta. Há sete meses moramos nesta casa, mas nos últimos meses, a decepção foi tanta, que vendemos nosso carro e estamos vendendo a casa”, contou Izabel Andrade, 35 anos.

Izabel informou que não havia como entrar com o carro pela rua e como estão há pouco tempo na cidade, não tinham onde guardar o veículo e resolveram vendê-lo para evitar maiores prejuízos. “Nosso próximo passo agora é vender a casa. Gastamos muito dinheiro nela e a vida não é tranquila. Temos perturbação de bichos, como cobras e escorpiões e agora depois da chuva, estamos perdendo nossos móveis, porque a água da rua não seca e a nossa casa está cheia de infiltrações, nossos móveis estão todos com mofo”, concluiu.

Jornal Midiamax