A PGR (Procuradoria-Geral da República) sugeriu nesta quarta-feira (18), que a PF () analise as doações, via Pix, recebidas pelo ex-presidente Jair (PL). O pedido de investigação partiu dos senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Fábio Contarato (PT-ES) e Jorge Kajuru (PSB-GO) e da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ). Eles atribuem ao ex-presidente crime contra a economia popular e estelionato.

A PGR negou abrir novo inquérito para apurar as doações, por considerar que os parlamentares não poderiam ter entrado com o pedido direto no STF (Supremo Tribunal Federal), mas sugeriu o encaminhamento à PF. A decisão cabe ao ministro Alexandre de Moraes.

Segundo a PGR, o setor de Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores da Polícia Federal, que cuida de investigações sobre autoridades, deve analisar se há conexão entre as doações e a investigação das milícias digitais. Bolsonaro é um dos investigados no caso.

“Mostra-se relevante o encaminhamento da representação à Polícia Federal para apurar se as informações prestadas nesta representação efetivamente possuem conexão com o objeto destes autos. Em especial se as transações atípicas, noticiadas pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) à mencionada CPMI, foram realizadas por doadores envolvidos na organização criminosa investigada nestes autos”, diz um trecho do parecer da Procuradoria.

O subprocurador Carlos Frederico Santos, que assina o documento, fez duras aos parlamentares. Ele afirmou que os políticos têm acionado o STF com “intenções midiáticas” e que as representações devem ser feitas ao Ministério Público. “É inadmissível a intervenção parlamentar nestes autos”, escreveu.

As doações a Bolsonaro alcançaram a marca de R$ 17 milhões, em 769 mil transferências no primeiro semestre de 2023. A campanha começou para ajudar o ex-presidente a pagar multas impostas em condenações judiciais.