Pular para o conteúdo
Brasil

Maioria dos ministros do STF vota pela condenação de Collor

Ex-senador é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Agência Brasil -
Ex-senador Fernando Collor. (Foto: Valter Campanato / Agência Brasil)

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou nesta quinta-feira (18) pela condenação do ex-senador Fernando Collor por corrupção passiva e lavagem de em um processo da Operação Lava Jato. Até o momento, o placar do julgamento é de 6 votos a 1 pela condenação. Após os votos, a sessão foi suspensa e será retomada na quarta-feira (24). 

Os votos foram formados a partir do voto do relator, ministro Edson Fachin, que se manifestou na quarta-feira (17) pela condenação do ex-parlamentar a 33 anos e 10 meses de prisão. Dois ex-assessores também podem ser condenados no caso. 

Para Fachin, Collor, como antigo dirigente do PTB, foi responsável por indicações políticas para a BR Distribuidora, empresa subsidiária da Petrobras, e recebeu R$ 20 milhões como contraprestação à facilitação da contratação da UTC Engenharia. 

Além do relator, também votaram pela condenação os ministros Alexandre de Moraes, André Mendonça, Luís Roberto Barroso, e Cármen Lúcia.  Apesar da maioria, a pena total de Collor ainda foi definida. 

A Corte julga uma ação penal aberta em agosto de 2017. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o ex-presidente da República teria recebido pelo menos R$ 20 milhões de propina pela influência política na BR Distribuidora. Os crimes teriam ocorrido entre 2010 e 2014.

Absolvição

O ministro Nunes Marques votou pela absolvição de Collor. Para o ministro, não ficou comprovado que ele tenha se beneficiado de desvios na BR Distribuidora.

“Inexistindo nos autos elementos externos idôneos para corroborar as declarações prestadas pelos colaboradores, não há como considerar a tese acusatória de que teria havido a negociação de venda de apoio político para indicação e de dirigentes na BR Distribuidora”, afirmou.

Defesa

Durante o julgamento, o advogado Marcelo Bessa pediu a absolvição de Collor. O defensor afirmou que as acusações da PGR estão baseadas em depoimentos de delação premiada e não foram apresentadas provas para incriminar o ex-senador.

Bessa também negou que o ex-parlamentar tenha sido responsável pela indicação de diretores da empresa. Segundo ele, os delatores acusaram Collor com base em comentários de terceiros.

“Não há nenhuma prova idônea que corrobore essa versão do Ministério Público. Se tem aqui uma versão posta, única e exclusivamente, por colaboradores premiados, que não dizem que a arrecadação desses valores teria relação com Collor ou com suposta intermediação desse contrato de embandeiramento”, completou. 

Compartilhe

Notícias mais buscadas agora

Saiba mais

Revista vexatória proibida pelo STF não existe em MS desde 2018, afirma Agepen

STJ decide se operação por corrupção em Terenos será julgada em Campo Grande

Mais de 350 tomam vacina da gripe no 1° dia de drive na 14 de Julho

mãe de carlo acutis campo grande

Mãe do beato Carlo Acutis quer vir para Campo Grande conhecer o lugar onde tudo começou

Notícias mais lidas agora

Detran-MS reajusta contratos e pagará R$ 44,6 milhões à empresa investigada pela PF

Taxas de Trump devem impactar mais de 50 produtos de Mato Grosso do Sul

VÍDEO: Caminhonete foi flagrada em alta velocidade antes de bater contra árvore em Campo Grande

Reviravolta: Advogado processa fazendeiro que denunciou desembargador do TJMS ao CNJ

Últimas Notícias

Sem Categoria

Ação contra empresários e servidores por corrupção em Sidrolândia está ‘pronta’ para sentença

Investigações apontaram que grupo fraudava licitações de obras de asfalto

Cotidiano

Tuiuiús do aeroporto começam a ser revitalizados após 15 meses danificados

Obras devem ser concluídas em julho

Polícia

Investigado, motorista é detido na rodoviária de Campo Grande por transporte ilegal de pessoas 

Ele abordava passageiros na própria rodoviária e cobrava de 180 a 200 por pessoa para fazer o trajeto Corumbá- Campo Grande

Cotidiano

Com média de 500 entregas diárias, Remédio em Casa distribuiu 29 mil medicamentos em 2025

Qualquer cidadão pode participar do programa, desde que atenda aos requisitos necessários