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Randolfe vai ao STF para proibir Bolsonaro de espalhar fake news sobre a vacina em crianças

No documento, parlamentar solicita multa diária de R$ 200 mil caso o presidente insista em continuar espalhando a desinformação

Maria Eduarda Fernandes Publicado em 07/01/2022, às 16h12

Senador Randolfe Rodrigues e presidente da república Jair Bolsonaro
Senador Randolfe Rodrigues e presidente da república Jair Bolsonaro - Divulgação

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) protocolou nesta sexta-feira (7) o pedido no STF (Supremo Tribunal Federal) para proibir o presidente da república, Jair Bolsonaro (PL), de espalhar desinformação sobre a vacinação infantil contra Covid-19.

No documento, o parlamentar solicita que a Corte estipule uma multa diária de 200 mil reais caso o atual presidente insista em continuar espalhando a desinformação sobre a vacinação. O documento diz que esse impedimento é uma “forma de proteger a vida e a saúde das crianças brasileiras” e destaca que Bolsonaro contraria o posicionamento técnico da ciência, especialistas, órgãos de saúde e vigilância sanitária. Em outro trecho do texto diz que o presidente cria um clima de medo desnecessário em inúmeros pais de crianças do país.

Segundo a Carta Capital, a petição de Randolfe reúne diversos episódios em que o presidente disparou “inverdades" e ataques à aplicação de vacinas contra Covid-19 em crianças. O documento também diz que o questionamento que deve ser feito não é sobre o ‘interesse das pessoas taradas por vacina’, mas sim qual o interesse de Bolsonaro em sabotar a vacinação’.

O presidente tem conquistado holofotes após efetuar diversas declarações contrárias à vacinação de contra a covid, mesmo com as evidências científicas garantindo a eficácia das mesmas. Os termos utilizados pelo presidente vão desde "quem toma vacina vai virar jacaré" a "vacina transmite AIDS". E desta vez, Bolsonaro tem tido a vacinação para crianças de 5 a 11 anos como alvo.

Um dos exemplos das declarações polêmicas, conforme relatado no site Carta Capital, o chefe do Executivo federal disse desconhecer casos de mortes pelo novo coronavírus de crianças na referida faixa etária. O boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, no entanto, registrou 301 mortes de crianças na referida faixa etária em decorrência da Covid-19 desde que a pandemia começou - o que corresponde a uma média de 14,3 mortes por mês, ou uma a cada dois dias, segundo dados da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização da Covid-19.

O pedido de Randolfe segue para apreciação do relator Alexandre de Moraes.

(Com supervisão de Guilherme Cavalcante)

Jornal Midiamax