Pular para o conteúdo
Brasil

Pacheco deve autorizar CPI do MEC; oposição espera começar investigação em agosto

Investigação pode começar em agosto, mesmo mês de início da campanha eleitoral do presidente Jair Bolsonaro.
Agência Estado -
Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), deve autorizar a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Ministério da Educação nesta terça-feira, 5, para investigar o gabinete paralelo da pasta, esquema revelado pelo Estadão. A oposição espera começar a apuração, com audiências, convocações e quebras de sigilo, em agosto, no mesmo mês de início da campanha eleitoral com o presidente Jair Bolsonaro (PL) no alvo da apuração.

Governistas, por outro lado, querem adiar o funcionamento para depois das eleições, na tentativa de evitar desgastes ao Planalto. Pacheco agendou uma reunião com líderes partidários para discutir a abertura da CPI nesta terça-feira, 5, às 9 horas O presidente da Casa informou a senadores que pretende ler o requerimento de instalação no mesmo dia no plenário. Após esse procedimento, senadores ainda podem adicionar ou retirar as assinaturas de apoio à investigação até meia-noite. O trabalho da CPI só começa efetivamente após a indicação dos membros pelos líderes partidários.

O presidente Jair Bolsonaro durante encontro com os pastores Gilmar dos Santos e Arilton Moura no em 2019

O presidente Jair Bolsonaro durante encontro com os pastores Gilmar dos Santos e Arilton Moura no Palácio do Planalto em 2019 Foto: Carolina Antunes/PR

A CPI deve ser instalada para investigar o esquema de distribuição de verbas e controle da agenda do Ministério da Educação. Como revelou o Estadão, os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura mantinham controle sobre a atuação do ex-ministro Milton Ribeiro, intermediavam encontros com prefeitos e cobravam propina em troca de liberação de recursos da educação para prefeituras. Os três foram presos pela Polícia Federal e liberados por decisão da Justiça.

Nos cálculos da oposição, os membros serão indicados até o dia 15 de julho. Na sequência, o Congresso entrará em recesso e a CPI deve ser instalada, com a eleição do presidente, escolha do relator e início das reuniões em agosto. Senadores querem apurar a participação de Bolsonaro no esquema e ampliar os desdobramentos da investigação.

“O que não pode é deixar de investigar, sobretudo depois do argumento de que em ano eleitoral não pode ter CPI. Por que não pode?”, afirmou o senador (MDB-AL), que se licenciou do mandato, mas se prepara para reassumir a vaga e compor a CPI. Ele é um dos cotados para presidir o colegiado. “Os caras que vão investigar não vão estar na eleição. Isso é justificativa para não querer investigação”, disse Omar Aziz (AM), vice-líder do PSD.

Após a leitura do requerimento, o governo tentará adiar a instalação da CPI do MEC para depois das eleições. A estratégia é convencer os líderes do Senado a não colocar a investigação em funcionamento no período eleitoral e evitar desgastes ao presidente Jair Bolsonaro, que tentará a reeleição no cargo.

Além disso, governistas apresentaram três pedidos de CPI na mesa de Pacheco: um para investigar obras paralisadas nos governos do PT, outro sobre crimes nas fronteiras e um terceiro para apurar a atuação de organizações não-governamentais na Amazônia.

“O sensato é deixar para depois (da eleição) para que não se faça palanque eleitoreiro, mas também porque a maioria vai está envolvida em campanhas nos seus Estados”, disse o senador Plínio Valério (PSDB-AM), autor do requerimento para instalação da CPI da Amazônia.

Na semana passada, Pacheco afirmou que a investigação sobre obras paradas poderia ocorrer junto com a apuração do gabinete paralelo do Ministério da Educação na mesma CPI, a pedido de governistas. Os defensores da CPI do MEC, no entanto, não querem a junção e devem se posicionar contra essa possibilidade na reunião de terça. “A bancada do MDB vai defender a instalação, mas cada uma tem fatos específicos próprios”, disse o líder do MDB na Casa, Eduardo Braga (AM).

Nesta semana, aliados do Palácio do Planalto mudaram a estratégia de juntar as apurações e querem uma CPI só para investigar as obras paradas, temendo que a CPI do MEC seja instalada com uma maioria desfavorável ao Planalto, assim como ocorreu com a no ano passado. “Eu espero que minha CPI das obras inacabadas seja aberta. Se for abrir, tem que abrir tudo. São fatos diferentes, governos diferentes, tempos diferentes e não vejo viabilidade disso (juntar os pedidos)”, disse o líder do governo no Senado, Carlos Portinho (RJ).

Compartilhe

Notícias mais buscadas agora

Saiba mais

Decisão do TCU sobre controle de bebidas é suspensa pelo STF

DJ nascida em Dourados é presa em Portugal por exploração sexual

Duas carretas são apreendidas com mais de 600 pneus contrabandeados

Cristo Redentor abraça cachorro em ação pelo Dia dos Animais de Rua

Notícias mais lidas agora

Após adiar por quatro vezes, CNMP vai julgar relatório sobre inspeção no MPMS

detran direitor

Ex-diretor do Detran-MS é absolvido por supostas contratações irregulares

DJ nascida em Dourados é presa em Portugal por exploração sexual

Temporal causa alagamento e fecha rodovias no Rio de Janeiro

Últimas Notícias

Brasil

Nunes Marques pede vista e suspende julgamento de Palocci no STF

O julgamento virtual começou na semana passada e não tem data para ser retomado

Mundo

Peña diz que espionagem do Brasil ‘reabre velhas feridas’ da Guerra do Paraguai

Remontou à guerra do Paraguai (1864-1870)

Cotidiano

Familiares procuram por Vanessa Rebeca que desapareceu em Três Lagoas

Familiares procuram por Vanessa Rebeca de 12 anos que desapareceu no Bairro Vila Piloto em Três Lagoas, cidade a 325 quilômetros de Campo Grande, nesta sexta-feira (04). A mesma possuí autismo e faz uso de remédios controlados. Caso alguém tenha visto a Vanessa, favor entrar em contato com a mãe, Kenia, pelo 67 99184-4244 ou … Continued

Polícia

Motorista foge e abandona carro com 976 Kg de maconha na BR-376

Iniciou-se uma perseguição até que o condutor abandonou