Brasil

Para se afastarem de críticas, Lula e Ciro não devem comparecer em futuras manifestações

Apesar disso, os partidos PT e PDT, planejam ajudar na mobilização de novos protestos

Gabriel Neves Publicado em 01/06/2021, às 08h50

Hoje, os dois são os principais nomes da esquerda no Brasil.
Hoje, os dois são os principais nomes da esquerda no Brasil. - (Foto: Reprodução)

Mesmo com a boa adesão aos protestos realizados contra o presidente Jair Bolsonaro, no último sábado (30), o ex-presidente Lula e o ex-ministro Ciro Gomes, não devem comparecer a novos atos que vierem a ser convocados.

Os dois são considerados as figuras mais fortes da esquerda e estão entre os mais cotados para disputar a Presidência da República em 2022. Conforme publicado pelo jornal O Globo, Lula e Ciro querem se diferenciar de Bolsonaro e evitar serem acusados de promover aglomerações em meio à pandemia do novo coronavírus.

Apesar disso, os partidos PT e PDT, planejam ajudar na mobilização de novos protestos.

Em postagens nas redes sociais, Ciro deu apoio aos manifestantes, mas recomendou cuidado aos que fossem ao ato do último sábado. Lula, por sua vez, não comentou as manifestações que pediam a saída do presidente Jair Bolsonaro e a compra de vacinas.

Alguns petistas têm avaliado reservadamente que para o partido, diante da liderança de Lula nas pesquisas de intenção de voto para 2022, não interessa um impeachment do atual presidente.

A presidente do partido, Gleisi Hoffmann, nega que exista uma discussão sobre a conveniência ou não do afastamento de Bolsonaro dentro da sigla e diz que nunca o tema foi levado às instâncias partidárias.

“Nós apoiamos desde o início. Desde 2019, o PT tem na pauta o fora Bolsonaro e o impeachment”, afirmou Hoffmann. Ela ainda disse que não conversou com Lula sobre a ida do ex-presidente a novos protestos, mas ressaltou que a aglomeração que ele gera deve ser levada em consideração para a tomada de decisão.

Por enquanto, não há previsão de novas manifestações. De acordo com Raimundo Bonfim, da Frente Brasil Popular, a decisão deve ser tomada apenas na próxima semana.

Jornal Midiamax