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Itamaraty confirma que Índia não proibiu importação da vacina do corona

O Ministério das Relações Exteriores informou que não há qualquer tipo de proibição oficial do governo da índia para exportação de doses das vacina produzidas por indústrias farmacêuticas daquele país. Também confirmou a importação para o Brasil de 2 milhões de doses da vacina anti-covid desenvolvida pela Oxford e farmacêutica AstraZeneza na Índia. A afirmação […]

Carolina Rocha Publicado em 05/01/2021, às 13h55

Ministério de Relações Exteriores (Agência Brasil/Arquivo)
Ministério de Relações Exteriores (Agência Brasil/Arquivo) - Ministério de Relações Exteriores (Agência Brasil/Arquivo)

O Ministério das Relações Exteriores informou que não há qualquer tipo de proibição oficial do governo da índia para exportação de doses das vacina produzidas por indústrias farmacêuticas daquele país. Também confirmou a importação para o Brasil de 2 milhões de doses da vacina anti-covid desenvolvida pela Oxford e farmacêutica AstraZeneza na Índia. A afirmação aconteceu na manhã desta terça-feira (5).

O Itamaraty publicou um nota e o secretário executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, reuniu-se ontem (4), em Brasília, com o embaixador da Índia para conversarem sobre a importação e se havia alguma proibição.

“As negociações entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Serum da Índia para a importação pelo Brasil de quantitativo inicial de doses de imunizantes contra a covid-19 encontram-se em estágio avançado, com provável data de entrega em meados de janeiro”, diz a nota, assinada pelo Itamaraty em conjunto com o Ministério da Saúde”.

Esta Vacina que estava com parceria com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), feita pela Oxford, teve a importação de 2 milhões de doses autorizada no dia 31 de dezembro, pela Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária). As doses são fabricadas na Índia e a vacina ainda não está autorizada pela Anvisa, pois precisa de mais informações para que uso emergencial seja aprovado.

Importação barrada

Nesta segunda-feira (4), o chefe do Instituto Serum da índia, Adar Poonawalla, chegou a dizer, através de nota, que as exportações estava proibidas pelo governo da Índia, até que toda população de lá fosse vacinada. Também na mesma nota, comentou que o Itamaraty estava negociando a importação das doses de vacina com autoridades sanitárias da Índia.

Segundo a Agência Brasil, a afirmação sobre restrições à exportação da vacina foi desmentida por Poonawalla em nota, assinada em conjunto com o diretor do laboratório indiano Bharat Biotech, Krishna Ella. A empresa produz outra vacina contra a covid-19, a Covaxin. A empresa negocia a venda de 5 milhões de doses da vacina para a Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC).

A afirmação sobre restrições à exportação da vacina foi desmentida por Poonawalla em nota, assinada em conjunto com o diretor do laboratório indiano Bharat Biotech, Krishna Ella. A empresa produz outra vacina contra a covid-19, a Covaxin. A empresa negocia a venda de 5 milhões de doses da vacina para a Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC).

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