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Intercept diz que MP encerrou escutas de miliciano após menção a Bolsonaro

Denúncia trazida à tona pelo site Intercept Brasil aponta que o Ministério Público do Rio de Janeiro encerrou as escutas telefônicas a familiares do ex-policial Adriano da Nóbrega, apontado como chefe da milícia especializada em assassinatos do Escritório do Crime, logo após menções que o ligariam ao presidente Jair Bolsonaro. A informação é baseada em trecho […]

Danúbia Burema Publicado em 10/02/2021, às 08h39

Adriano da Nóbrega. (Divulgação/Polícia Civil)
Adriano da Nóbrega. (Divulgação/Polícia Civil) - Adriano da Nóbrega. (Divulgação/Polícia Civil)

Denúncia trazida à tona pelo site Intercept Brasil aponta que o Ministério Público do Rio de Janeiro encerrou as escutas telefônicas a familiares do ex-policial Adriano da Nóbrega, apontado como chefe da milícia especializada em assassinatos do Escritório do Crime, logo após menções que o ligariam ao presidente Jair Bolsonaro. A informação é baseada em trecho do relatório técnico da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Elaborado a partir da análise das quebras de sigilos telefônicos e telemáticos dela e de outros suspeitos de integrar a organização criminosa responsável pela proteção e continuidade dos negócios ilícitos do ex-capitão do Bope, o documento mostra a irmã de Adriano, Tatiana Magalhães da Nóbrega, falando da dificuldade para enterrar o corpo do irmão, em 14 de fevereiro de 2020. O motivo é que “tinha muita coisa e mexia com muita gente”. Na sequência, ela diz que ‘querem ligar ele a Bolsonaro’.

Intercept diz que MP encerrou escutas de miliciano após menção a Bolsonaro
(Reprodução Intercept)

Na denúncia do caso, o Intercept reforçou a possível ligação da família de Bolsonaro com milicianos da zona oeste do Rio de Janeiro. A relação foi feita quando veio à tona  que Flávio Bolsonaro nomeou a mãe e a ex-mulher de Adriano em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio. Ambas recebiam sem trabalhar e devolviam parte dos salários ao ex-PM Fabrício Queiroz, que atuava como assessor do parlamentar. A nomeação fez parte do escândalo que ficou conhecido como as rachadinhas na Alerj (Assembleia Legislativa  do Rio de Janeiro). Na ocasião, o filho do presidente disse que a responsabilidade  pelas nomeações era de Queiroz, que confirmou a versão em seu depoimento.

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