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Governo vê influência de Temer e disputa apertada pela presidência da Câmara

O Palácio do Planalto já identificou a influência do ex-presidente da República Michel Temer (MDB) na tentativa de recuperar o tempo perdido da candidatura de Baleia Rossi (MDB-SP) à presidência da Câmara dos Deputados. Segundo a CNN Brasil, Temer ligou para parlamentares em busca de votos. Apesar disso, o ex-presidente não admite entrar de cabeça […]

Adriel Mattos Publicado em 02/01/2021, às 18h42

Ex-presidente da República, Michel Temer. (Foto: Cesar Itiberê/PR)
Ex-presidente da República, Michel Temer. (Foto: Cesar Itiberê/PR) - Ex-presidente da República, Michel Temer. (Foto: Cesar Itiberê/PR)

O Palácio do Planalto já identificou a influência do ex-presidente da República Michel Temer (MDB) na tentativa de recuperar o tempo perdido da candidatura de Baleia Rossi (MDB-SP) à presidência da Câmara dos Deputados. Segundo a CNN Brasil, Temer ligou para parlamentares em busca de votos.

Apesar disso, o ex-presidente não admite entrar de cabeça na campanha. Por sua vez, a campanha de Rossi alardeia a entrada de Temer em campo como forma de atrapalhar as negociações com o PT, que ainda se ressente pelo impeachment de Dilma Rousseff (PT).

Outro gesto dos emedebistas é tentar colar a pecha de alinhado ao presidente Jair Bolsonaro em Rossi. O deputado sempre admitiu que esteve de acordo com as pautas econômicas de Rodrigo Maia (DEM-RJ) – que deixa o comando da Câmara no fim deste mês – e não com o chefe do Executivo federal.

Para o governo, a vitória do emedebista já é um alívio, com a saída de Maia. Rossi tem como principal adversário o líder do Centrão, Arthur Lira (PP-SP). 

Essa tese é reforçada pelo fato de dois líderes do governo no Legislativo serem do MDB (Eduardo Gomes, do Congresso; e Fernando Bezerra, do Senado), de o partido ter indicações políticas no segundo escalão da administração federal e principalmente a aproximação de Bolsonaro com Temer ao longo do ano.

O ex-presidente tem aconselhado Rossi a fazer, se vencer, uma gestão reformista e de pacificação política – diferente da relação que Maia teve com Bolsonaro. Nesse sentido, o emedebista não aceitará firmar compromisso com a oposição de analisar pedidos de impeachment contra o presidente.

Mas o Palácio do Planalto dá como certo pelo menos uma situação: a agenda de costumes de Bolsonaro não avançará sob a gestão do Rossi. O emedebista admite publicamente que não vai pautar projetos que provoquem polêmica.

Jornal Midiamax