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EUA analisam risco de distúrbio autoimune em vacina da Johnson contra a Covid-19

Autoridades de saúde investigam se vacina pode aumentar ligeiramente o risco de complicação pela síndrome de Guillain-Barré

Da Redação Publicado em 12/07/2021, às 17h47

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Divulgação

Autoridades federais de saúde dos Estados Unidos estão investigando a possibilidade de que a vacina contra o novo coronavírus da Johnson & Johnson possa aumentar ligeiramente o risco de uma complicação neurológica rara conhecida como síndrome de Guillain-Barré. A informação foi confirmada à CNN por comunicado de um porta-voz do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

O "Washington Post' informou que o FDA, órgão semelhante à Anvisa, prepara um aviso que liga a vacina à síndrome. A CNN entrou em contato com a Johnson & Johnson e a FDA para comentário, mas ainda não recebeu resposta. Mesmo que a vacina aumente o risco da síndrome, ainda é melhor se vacinar contra o coronavírus, enfatizou o CDC.

"A síndrome de Guillain-Barré (SGB) é um distúrbio neurológico no qual o sistema imunológico do corpo danifica as células nervosas, causando fraqueza muscular ou, nos casos mais graves, paralisia. A cada ano nos Estados Unidos, cerca de 3.000 a 6.000 pessoas desenvolvem a condição; geralmente é desencadeada por uma infecção respiratória ou gastrointestinal. A maioria das pessoas se recupera totalmente da síndrome", disse o porta-voz do CDC.

"Relatos de SGB após o recebimento da vacina J & J / Janssen contra a Covid-19 no Sistema de Notificação de Eventos Adversos de Vacinas (VAERS) são raros, mas provavelmente indicam um pequeno risco possível deste efeito colateral após esta vacina. Cerca de 100 relatos preliminares de SGB foram detectados após 12,8 milhões de doses da vacina J & J / Janssen contra a Covid-19 administradas. Esses casos foram amplamente relatados cerca de duas semanas após a vacinação e principalmente em homens, muitos com 50 anos ou mais."

O mesmo padrão não se verifica com as outras duas vacinas autorizadas nos Estados Unidos, da Moderna e da Pfizer. O porta-voz disse que o Comitê Consultivo sobre Práticas de Imunização do CDC iria discutir o assunto em uma próxima reunião.

"Nos Estados Unidos, quase todas as hospitalizações e mortes por Covid-19 estão ocorrendo agora em pessoas não vacinadas. O risco de eventos adversos graves após a vacinação contra a Covid-19 permanece raro. Recomenda-se que todas as pessoas com 12 anos ou mais recebam a vacina", disse o comunicado.

O CDC e o FDA interromperam brevemente o uso da vacina Johnson & Johnson no início deste ano devido ao risco de um tipo raro de complicação da coagulação do sangue, mas suspenderam a pausa em abril após determinar que o risco era baixo e a condição tratável. O rótulo da vacina foi atualizado para alertar sobre o risco.

(Texto traduzido, leia original em inglês aqui).

(Com informações CNN Brasil)

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