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Estados mudam regras para vacinação, mas MS segue plano do Governo Federal

Tentando definir uma prioridade dentro da prioridade, autoridades de sete estados do Brasil estão mudando alguns critérios do plano nacional de imunização. 5 estados reduziram e 2 ampliaram os critérios para cada categoria. Mato Grosso do Sul, no entanto, manteve o plano inicial, indicado pelo Ministério da Saúde. Mesmo com autonomia de estados e municípios […]

Carolina Rocha Publicado em 21/01/2021, às 15h39

Vacinação para COvid-19 começa na manhã desta terça-feira (19) em Campo Grande. (Foto: Leonardo de França, Midiamax)
Vacinação para COvid-19 começa na manhã desta terça-feira (19) em Campo Grande. (Foto: Leonardo de França, Midiamax) - Vacinação para COvid-19 começa na manhã desta terça-feira (19) em Campo Grande. (Foto: Leonardo de França, Midiamax)

Tentando definir uma prioridade dentro da prioridade, autoridades de sete estados do Brasil estão mudando alguns critérios do plano nacional de imunização. 5 estados reduziram e 2 ampliaram os critérios para cada categoria. Mato Grosso do Sul, no entanto, manteve o plano inicial, indicado pelo Ministério da Saúde.

Mesmo com autonomia de estados e municípios para distribuição da vacina, o Ministério da Saúde alerta sobre a necessidade que todos sigam as orientações do plano. Essas mudanças estão ocorrendo por conta da baixa quantidade de doses e muita gente na fila para vacina.

Com um único imunizante autorizado no Brasil, o público em alguns estados foi restringido. Entres 26 estados e o Distrito Federal, apenas cinco reduziram os critérios de grupos em relação aos propostos pelo Ministério da Saúde, em contrapartida, dois ampliaram. Maranhão foi um dos estados que ampliou e incluiu a população sem-teto e quilombolas, São Paulo incluiu apenas os quilombolas.

Já Alagoas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins excluíram pessoas com deficiências que vivem em instituições.

Ambos os estados não informaram se há doses suficientes para imunizar mais esses dois grupos.  Foi pensando que a chegada das primeiras doses não seria suficiente para toda população, que o Ministério da Saúde fez um plano nacional de imunização, e entende que é importante que os governantes sigam este plano, pois foi feito com base em estudos populacionais.

Algumas cidades estão sendo obrigadas a fazer escolhas difíceis, visto que no Brasil só tem 6 milhões de doses da vacina e apenas a área da saúde tem 5,9 milhões de profissionais no país. O estimado entre os estados é imunizar cerca de 30% desse grupo. O informe técnico da campanha de vacinação diz que “a ampliação da cobertura desse público será gradativa, conforme a disponibilidade de vacinas”.

Público do Plano Nacional de Imunização para primeiro lote da vacina

  • Trabalhadores de saúde (profissionais da linha de frente que trabalham em hospitais, clínicas e ambulatórios; profissionais de serviços sociais, profissionais de educação física, médicos veterinários e seus respectivos técnicos e auxiliares; trabalhadores de apoio, como recepcionistas, seguranças e pessoal da limpeza; cuidadores de idosos; doulas/parteiras; e trabalhadores do sistema funerário que tenham contato com cadáveres potencialmente contaminados).
  • Pessoas idosas residentes em instituições de longa permanência (institucionalizadas), como asilos.
  • Maiores de 18 anos com deficiência e que moram em Residências Inclusivas (institucionalizadas).
  • População indígena vivendo em terras indígenas.
Jornal Midiamax