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Ao tentar impedir agressão, diarista é morta por homem que batia na esposa

Em Goiás, um homem de 45 anos foi preso nesta quarta-feira (27), por espancar mulher de 54 anos até a morte. O caso aconteceu em Aparecida de Goiânia, na região metropolitana da capital de Goiás. A mulher morta era diarista na casa de um casal e tentou defender a esposa de apanhar do marido. A […]

Carolina Rocha Publicado em 29/01/2021, às 14h39

A diarista Denise Alves Fernandes, de 54 anos, foi espancada até a morte
Imagem: Divulgação/Polícia Civil
A diarista Denise Alves Fernandes, de 54 anos, foi espancada até a morte Imagem: Divulgação/Polícia Civil - A diarista Denise Alves Fernandes, de 54 anos, foi espancada até a morte Imagem: Divulgação/Polícia Civil

Em Goiás, um homem de 45 anos foi preso nesta quarta-feira (27), por espancar mulher de 54 anos até a morte. O caso aconteceu em Aparecida de Goiânia, na região metropolitana da capital de Goiás. A mulher morta era diarista na casa de um casal e tentou defender a esposa de apanhar do marido.

A agressão foi no dia 7 de janeiro e foi registrado como feminicídio. Mesmo muito ferida, Denise não faleceu na hora e foi encaminhada ao Hospital de Urgências de Aparecida de Goiânia, mas não resistiu e faleceu dia 14 de janeiro, por conta de traumatismo cranioencefálico.

O suspeito estava foragido desde de o dia do crime e segundo o delegado Carlos Levergger, o homem estava escondido em uma empresa de reciclagem da cidade quando foi preso.

Ainda segundo o delegado, a diarista se chamava Denise e fazia faxina na casa do casal quando testemunhou o marido agredindo sua esposa e tentou fazer com que o homem parasse. “Ele então iniciou diversas agressões, entre socos e chutes, contra a diarista. Ela foi atingida na região da face e teve múltiplas lesões”.

Além desse caso, o homem já tinha histórico de agressões com mulheres. Ele responde por violência doméstica, por agredir sua irmã, em 2018 e contra sua própria mãe, em 2020. Ambas possuem medidas protetivas contra o familiar. Além disso, já foi condenado por homicídio em 2007.

O delegado afirmou que a esposa do agressor contribuiu com a investigação e foi testemunha do crime. A pena está prevista em 30 anos de reclusão, pois foi indiciado por homicídio qualificado por circunstância que impossibilitou a defesa da vítima e motivo fútil.

Jornal Midiamax