Brasil

19 alunos de Medicina são presos suspeitos de fraude em processo seletivo em Goiás

Universidade denunciou os alunos para as autoridades

Maria Eduarda Fernandes Publicado em 27/10/2021, às 15h13

Estudantes pagaram de R$ 40 a R$ 50 mil pelos documentos falsos
Estudantes pagaram de R$ 40 a R$ 50 mil pelos documentos falsos - Divulgação

Na manhã desta quarta-feira (27), a polícia prendeu 19 alunos de Medicina suspeitos de ingressar com documentos falsos na UniRV (Universidade Rio Verde), localizada em Rio Verde (GO).

As investigações foram iniciadas após uma denúncia feita pela própria instituição, que diz que os suspeitos ingressaram por transferência externa, falsificando documentos de oito instituições de ensino superior de medicina no Brasil.

“A maioria das faculdades não aceita transferência do Paraguai para o Brasil, motivo pelo qual as investigações apontam que eles falsificaram esses documentos para ingressar nas brasileiras”, disse Danilo Fabiano, delegado responsável pelas investigações.

Segundo a polícia, os estudantes pagaram de R$ 40 mil a R$ 50 mil pelos documentos falsos, e todos conseguiram vagas no processo seletivo de transferência nos períodos finais do curso. Isso poderia colocar a vida de possíveis pacientes em risco.

As investigações mostram que os alunos agiram juntos, e quatro dos suspeitos eram da mesma família. A polícia deve descobrir os responsáveis pelas falsificações da possível associação criminosa. A polícia também tenta identificar outros alunos que estriam utilizando o mesmo método fraudulento para ingressar nas universidades.

Após prisões temporárias dos estudantes, todos responderão pelos crimes de falsidade ideológica, uso de documento falso, associação criminosa e perigo à vida ou saúde.

Em nota, a UniRV informou que a documentação tinha "fortes indícios de falsificação" e consistia em "históricos escolares e demais impressos necessários à comprovação de matrícula como aluno regular em cursos de graduação de medicina em Instituições de Ensino brasileira, pública ou privada" reconhecidas pelo MEC (Ministério de Educação). A instituição disse ainda que repudia as atitudes criminosas e antiéticas para acesso a cursos de nível superior, em específico à medicina, cujas preocupações morais dos candidatos e demais envolvidos deveriam estar acima de qualquer outro desejo.

Jornal Midiamax