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‘Sabia que seria preso’ afirmou amigo que acompanhava bolsonarista detido pela PF em Campo Grande

Um amigo do jornalista Oswaldo Eustáquio, preso em hotel na manhã desta sexta-feira (26), em Campo Grande, afirmou que o bolsonarista ‘sabia que seria preso’. Hugo Alves dos Santos, que estava acompanhando o jornalista em Campo Grande, contou ao Metrópoles, que o amigo tinha conhecimento que poderia ser pego em uma nova fase da investigação […]

Cleber Rabelo Publicado em 26/06/2020, às 15h30

Reprodução, Metrópoles
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Um amigo do jornalista Oswaldo Eustáquio, preso em hotel na manhã desta sexta-feira (26), em Campo Grande, afirmou que o bolsonarista ‘sabia que seria preso’.

Hugo Alves dos Santos, que estava acompanhando o jornalista em Campo Grande, contou ao Metrópoles, que o amigo tinha conhecimento que poderia ser pego em uma nova fase da investigação que apura financiamento e organização de atos antidemocráticos contra o Congresso Nacional e STF (Supremo Tribunal Federal).

Ao jornal, Santos detalhou a ação da Polícia Federal. “Saímos de Brasília, onde Oswaldo mora há pouco mais de um ano, e seguimos para Ponta Porã (MS) para visitar os tios dele. Era algo que estava programado. Em seguida, iríamos para São Paulo ajudar o Jurandir e o Bronze”, disse.

Antônio Carlos Bronze e Jurandir Alencar são os militares da reserva que foram presos por desobediência, descumprimento de medida sanitária preventiva e incitação ao crime, após manifestação em frente à casa do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Jurandir e Bronze viraram réus por ameaça, difamação, injúria e perturbação do sossego.

“Ele já sabia que poderia ser preso e estava tranquilo. Estava fazendo o trabalho jornalístico que faz há anos. A polícia chegou às 10h no hotel e nos apresentou os mandados expedidos pelo STF. Os agentes estavam uniformizados, eram cerca de oito pessoas. Pegaram, inclusive, o meu celular, mesmo não tendo o meu nome nos autos”, detalhou o também jornalista.

“Na dúvida, um dos agentes ligou para possível coordenador da operação, que autorizou a apreensão de qualquer coisa ligada ao Oswaldo, incluindo meu aparelho celular”, completou.

Jornal Midiamax