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Marco Aurélio cobra Fux sobre omissão de demissão de médico em clipping do STF

A crise aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) na esteira do pedido de reserva de vacinas contra a covid-19 para imunizar ministros e servidores ganhou um novo capítulo. Após as críticas dirigidas por integrantes da Corte ao presidente Luiz Fux pela demissão do médico Marco Polo Freitas do cargo de secretário de Serviços Integrados de […]

Agência Estado Publicado em 31/12/2020, às 19h15

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio (Foto: Carlos Alves/Agência Brasil)
Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio (Foto: Carlos Alves/Agência Brasil) - Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio (Foto: Carlos Alves/Agência Brasil)

A crise aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) na esteira do pedido de reserva de vacinas contra a covid-19 para imunizar ministros e servidores ganhou um novo capítulo. Após as críticas dirigidas por integrantes da Corte ao presidente Luiz Fux pela demissão do médico Marco Polo Freitas do cargo de secretário de Serviços Integrados de Saúde, o alvo da vez é o clipping que circulou no tribunal na última quarta-feira, 30.

O documento é distribuído diariamente pela Secretaria de Comunicação e funciona como um compilado com a reprodução das notícias emplacadas nas machetes dos principais jornais do País. O problema, na avaliação do ministro Marco Aurélio Mello, foi a ausência de duas reportagens com chamadas na capa do Estadão e da Folha de S. Paulo intituladas, respectivamente, ‘Demissão de médico gera atritos para Fux no STF’ e ‘Médico do STF contesta versão de Fux sobre vacinas’.

O decano pede a Fux que sejam cobrados esclarecimentos do serviço de comunicação. “Ante os ares democráticos vivenciados, somente cabe atribuir a omissão a falha ao reproduzir-se o teor das notícias”, escreveu Marco Aurélio.

Nos bastidores, a exoneração do médico foi interpretada como uma tentativa de achar um ‘bode expiatório’ para acalmar a opinião pública. Após a demissão, Freitas afirmou que nunca realizou ‘nenhum ato administrativo sem ciência e anuência’ de seus superiores hierárquicos.

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