Brasil

Maia, sobre CBS: Não sei se governo está com interesse de votar

O Congresso Nacional deve entrar em recesso sem votar nenhuma proposta de reforma tributária. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta segunda-feira, 21, ter dúvidas se o governo quer votar o projeto que cria a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), enviado pelo próprio Executivo. Partidos ligados ao presidente Jair Bolsonaro fazem obstrução […]

Diego Alves Publicado em 21/12/2020, às 22h42

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, durante cerimônia de posse do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, durante cerimônia de posse do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux. - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, durante cerimônia de posse do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux.

O Congresso Nacional deve entrar em recesso sem votar nenhuma proposta de reforma tributária. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta segunda-feira, 21, ter dúvidas se o governo quer votar o projeto que cria a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), enviado pelo próprio Executivo.

Partidos ligados ao presidente Jair Bolsonaro fazem obstrução para barrar a votação de projetos na Câmara nesta segunda, em uma tentativa de esvaziar o fim do mandato de Maia à frente da Casa. O Planalto apoia a candidatura de Arthur Lira (PP-AL), em oposição ao atual presidente da Câmara, para o posto.

“Não sei se governo está com interesse de votar. A situação do Brasil é ruim, mas existe aí uma narrativa de que as coisas vão bem e a gente sabe que não é verdade”, declarou Maia em coletiva de imprensa na Câmara, citando crescimento nos índices de desemprego, na inflação e a falta de um programa que substitua o auxílio emergencial a partir de janeiro. O presidente da Câmara reforçou que está à disposição do governo para um acordo em torno da proposta.

Nos últimos meses, Maia intensificou as críticas ao Palácio do Planalto enquanto a base de Bolsonaro se movimenta para tentar derrotá-lo na eleição da Câmara. Nesta segunda, o deputado afirmou que o governo foi “omisso” ao não viabilizar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) no Senado e ficar sem espaço no teto de gastos para tirar um programa de renda mínima do papel. “Nós vivemos uma realidade da população brasileira e vivemos uma bolha do governo em Brasília que acha que as coisas vão caminhando bem.”

Jornal Midiamax