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Frase de Moro ‘Prezada não estou à venda’ é muito calculada, diz Carla Zambelli

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) disse neste sábado, 25, em entrevista à rede CNN, que a frase do ex-ministro Sergio Moro “Prezada, não estou à venda”, dirigida a ela em mensagem por WhatsApp quando questionou o ex-juiz sobre sua ida ao Supremo, não foi natural, mas sim “muito calculada”. “Eu estava completamente desarmada e ele […]

Agência Estado Publicado em 25/04/2020, às 13h13

Deputada Carla Zambelli (PSL-SP) (Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados)
Deputada Carla Zambelli (PSL-SP) (Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados) - Deputada Carla Zambelli (PSL-SP) (Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados)

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) disse neste sábado, 25, em entrevista à rede CNN, que a frase do ex-ministro Sergio Moro “Prezada, não estou à venda”, dirigida a ela em mensagem por WhatsApp quando questionou o ex-juiz sobre sua ida ao Supremo, não foi natural, mas sim “muito calculada”.

“Eu estava completamente desarmada e ele aí armado”, disse a parlamentar, ao falar das conversas relevadas na sexta-feira, 24, pelo Jornal Nacional, da TV Globo.

Carla Zambelli acusa o ex-ministro de ter planos de vazar as conversas muito antes da noite de sexta.

“Não é novidade nenhuma a vontade de Moro ir para o Supremo”, disse Carla Zambelli.

Segundo ela, a conversa existe desde que ele foi para o ministério, seja na imprensa ou nos corredores de Brasília. “Não era só eu, mas todo mundo esperava Moro no Supremo”, afirmou.
Print da conversa entre Sergio Moro e Carla Zambelli, do Jornal Nacional
A parlamentar disse ainda que Bolsonaro “nunca abriu pra gente” se ele levaria ou não Moro ao STF: “Isso é assunto de segurança nacional.”

Em outra parte da entrevista, Zambelli afirmou que o nome de Moro já é há algum tempo o mais ventilado para a vaga do Supremo

Entendimento

Para a deputada federal, havia uma falta de entendimento entre o presidente Jair Bolsonaro e Moro, “uma conversa que não andava”. “Faltava uma conversa para os dois sentarem e se entenderem”, disse ela, que em novos trechos da conversa com o Moro divulgadas pela própria parlamentar propõe um almoço ou um café da manhã de Moro com o presidente.

Carla Zambelli disse que se falasse com Bolsonaro sobre esse encontro, “a grande probabilidade” era de que ele aceitasse.

Sobre o vazamento das mensagens por Moro, Zambelli considerou um “traição”.

Questionada sobre a forma como Moro a tratou algumas vezes nas conversas, chamando a parlamentar de “prezada”, ela disse que o ex-juiz é formal e trata assim todo mundo. “Não é nem raiva, nem nada, é só uma decepção.”

Ela ressaltou que trocou as mensagens de forma “ingênua”.

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