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Celular apreendido foi principal prova sobre esquema de corrupção envolvendo Crivella

Um celular foi uma das peças chaves para as investigações sobre um grande esquema de corrupção suspeito de funcionar na prefeitura do Rio, envolvendo o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella. O aparelho estava na casa do empresário Rafael Alves e foi encontrado escondido sob uma pilha de roupas. Foi esse aparelho que tocou […]

Gabriel Neves Publicado em 14/09/2020, às 10h04

Rafael Alves em 2016, junto com o prefeito Marcelo Crivella. (Foto: Reprodução)
Rafael Alves em 2016, junto com o prefeito Marcelo Crivella. (Foto: Reprodução) - Rafael Alves em 2016, junto com o prefeito Marcelo Crivella. (Foto: Reprodução)

Um celular foi uma das peças chaves para as investigações sobre um grande esquema de corrupção suspeito de funcionar na prefeitura do Rio, envolvendo o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella.

O aparelho estava na casa do empresário Rafael Alves e foi encontrado escondido sob uma pilha de roupas. Foi esse aparelho que tocou no momento em que a Polícia Civil e Ministério Público.

Um delegado tendeu a chamada, e dou outro lado da linha estava o prefeito Marcelo Crivella, perguntando justamente sobre a operação que ocorrida no momento. Conforme publicado no Jornal Extra, ao perceber que a ligação não havia sido atendida por Rafael Alves, o prefeito desligou.

Na operação, foram encontrados quatro aparelhos celular, mas o que estava escondido na pilha de roupas era o principal aparelho usado para troca de mensagens entre Rafael Alves e Crivella.

Celular apreendido foi principal prova sobre esquema de corrupção envolvendo Crivella
Conversas entre Crivella e Rafael Alves. (Foto: reprodução/ O Globo)

Após ser analisado, os policiais encontraram 1.949 mensagens trocadas entre os dois, de maio de 2016 até março de 2020, revelando a estreita ligação entre os dois. Segundo o Jornal Extra, os dois trocavam mensagens de forma cifrada, para dificultar a compreensão de terceiros.

Na operação foram apreendidos quatro celulares, mas apenas um foi entregue de forma espontânea por Rafael. Além do escondido sob as roupas, haviam outros dois dentro de um carro estacionado próximo a casa do empresário.

No veículo, havia ainda joias, relógios e uma bolsa com R$ 50 mil. Para o MP, esse poderia ser “uma espécie de veículo de fuga”, como um carro pronto para permitir que Rafael fugisse, se necessário.

O advogado de Rafael, João Francisco Neto, disse, em nota, que o MP interpreta as mensagens de “forma enviesada”, sem se preocupar com os esclarecimentos do cliente, que quer ser ouvido.

Jornal Midiamax