Brasil

Casa onde João Pedro foi morto no Rio de Janeiro não era alvo de ordem judicial

Relatórios da PF (Polícia Federal) apontam que no dia 17 de maio, durante a operação que terminou na morte do menino João Pedro Mattos Pinto, 14 anos, foram apreendidas duas contas de gás, um celular e um carro Renault Sandero, em dois endereços alvos de mandados de busca e apreensão. A casa onde o adolescente […]

Ana Paula Chuva Publicado em 08/06/2020, às 10h02

Reprodução | TV Globo
Reprodução | TV Globo - Reprodução | TV Globo

Relatórios da PF (Polícia Federal) apontam que no dia 17 de maio, durante a operação que terminou na morte do menino João Pedro Mattos Pinto, 14 anos, foram apreendidas duas contas de gás, um celular e um carro Renault Sandero, em dois endereços alvos de mandados de busca e apreensão. A casa onde o adolescente foi morto, no entanto, não foi alvo de ordem judicial.

De acordo com a Agência O Globo, os relatórios da PF fazem parte do inquérito que investiga o crime e revelam que no dia em que João Pedro foi morto no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo no Rio de Janeiro, agentes federais não fizeram prisões e nem encontraram drogas ou armas na região.

Os materiais apreendidos – contas de gás, celular e carro – estavam em dois endereços da comunidade que foram alvos de mandados de busca e apreensão decretados pelo Plantão Judiciário do Tribunal de Justiça do Rio.  Ambos os locais foram identificados numa investigação da PF como esconderijos de chefes do tráfico do Complexo do Salgueiro.

Já a casa onde estavam João Pedro e seus amigos, não foi alvo de nenhuma ordem judicial e os policiais federais não chegaram a entrar no imóvel, mas quem três policiais civis da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais), que davam apoio a PF, teriam invadido a residência do tio do adolescente.

Ainda conforme a Agência O Globo, a entrada dos agentes no local não estava prevista no planejamento da ação, segundo os documentos encaminhados pela PF à DHNSGI (Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí).

Os policiais civis que invadiram a casa de João Pedro, estavam a bordo de um helicóptero acompanhando os agentes federais que avançavam pela favela a pé e em viaturas. Segundo os agentes da Core contaram em depoimento, a aeronave pousou, e eles desembarcaram para perseguir homens armados que fugiam de uma das casas que era alvo da ação.

Eles alegam ainda que entraram no imóvel após avistarem os criminosos invadindo o local e afirmam que, em seguida, aconteceu um tiroteio dentro da casa.

O adolescente foi morto por um tiro pelas costas . Os policiais civis apresentaram, na delegacia, uma pistola calibre 9mm e três granadas — que alegaram terem sido encontradas na parte de fora do imóvel — como prova de que havia traficantes no local.

Jornal Midiamax