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Brasil recebeu executivos, mas não comprou vacina que será utilizada no Reino Unido

O Reino Unido anunciou nesta quarta-feira (2) que irá comprar a vacina contra o coronavírus produzida pelas farmacêuticas Pfizer e BioNTech. O país pretende começar a imunização da população já na próxima semana. A BNT162b2, vacina produzida pela Pfizer e BioNTech, está sendo testada no Brasil e tem eficácia de 95% na prevenção da doença, […]

Gabriel Neves Publicado em 02/12/2020, às 08h05

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O Reino Unido anunciou nesta quarta-feira (2) que irá comprar a vacina contra o coronavírus produzida pelas farmacêuticas Pfizer e BioNTech. O país pretende começar a imunização da população já na próxima semana.

A BNT162b2, vacina produzida pela Pfizer e BioNTech, está sendo testada no Brasil e tem eficácia de 95% na prevenção da doença, segundo dados iniciais do estudo da terceira e última fase de testes.

O Brasil ainda não fez nenhum acordo para adquirir a vacina, mas o governo brasileiro chegou a receber executivos da Pfizer para, segundo o Ministério da Saúde, “conhecer os resultados dos testes em andamento e as condições de compra, logística e armazenamento oferecidas pelo laboratório”.

Um dos empecilhos para a compra é o armazenamento da vacina. Conforme publicado no portal G1, a vacina da Pfizer e BioNtech precisa ser armazenada a -70ºC.

No Brasil, o plano de imunização elaborado pelo Ministério da Saúde não prevê o uso de imunizantes que exijam baixíssimas temperaturas de armazenamento.

O secretário de Vigilância em Saúde da pasta, Arnaldo Medeiros, disse que governo brasileiro deseja um imunizante que possa ficar armazenado em temperaturas de 2ºC a 8ºC, pois essa é a temperatura da rede de frio usada no sistema de vacinação brasileiro.

Brasil recebeu executivos da Pfizer

O Ministério da Saúde informou em 17 de novembro ter recebido executivos da Pfizer, mas compras do imunizante pelo governo brasileiro ainda não foram anunciadas.

“O objetivo é conhecer os resultados dos testes em andamento e as condições de compra, logística e armazenamento oferecidas pelo laboratório. A aquisição dos imunizantes deve ocorrer à medida em que os ensaios clínicos apontarem a total eficácia e segurança dos insumos e o registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) for realizado”, informou a pasta da Saúde.

Compra nos Estados Unidos

Em julho, os Estados Unidos fecharam acordo com a farmacêutica Pfizer para comprar 100 milhões de doses ainda este ano pelo valor de US$ 1,95 bilhão.

A empresa informou que pretende produzir globalmente até 50 milhões de doses de vacina em 2020, e 1,3 bilhão de doses até o final de 2021.

Jornal Midiamax