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Brasil pode ser 1º país do mundo a dar aval à Coronavac, diz infectologista

Até agora, as vacinas mais promissoras de serem aprovadas no Brasil são a da AstraZeneca, que está sendo desenvolvida no Brasil em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e a Coronavac, resultante de acordo entre o laboratório chinês Sinovac e o Instituto Butantan, de São Paulo. Cerca de 30 países do mundo já iniciaram a vacinação […]

Renata Fontoura Publicado em 27/12/2020, às 12h24

As mais promissoras de serem aprovadas no país são AstraZeneca e CoronaVac - Foto: Conteúdo Estadão
As mais promissoras de serem aprovadas no país são AstraZeneca e CoronaVac - Foto: Conteúdo Estadão - As mais promissoras de serem aprovadas no país são AstraZeneca e CoronaVac - Foto: Conteúdo Estadão

Até agora, as vacinas mais promissoras de serem aprovadas no Brasil são a da AstraZeneca, que está sendo desenvolvida no Brasil em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e a Coronavac, resultante de acordo entre o laboratório chinês Sinovac e o Instituto Butantan, de São Paulo.

Cerca de 30 países do mundo já iniciaram a vacinação contra a Covid-19, enquanto o Brasil segue sem previsão para início da imunização.

Segundo o que a infectologista Raquel Stucchi, da Sociedade Brasileira de Infectologia, destacou para a CNN Brasil, esta decisão foi feita pelo próprio laboratório Sinovac.

“Só nestes quatro países é que recrutaram voluntários. Isso por uma decisão da Sinovac, do laboratório. Ela poderia ter feito na Inglaterra, onde quisesse, mas ela optou por estes quatro. E o Brasil será o país que dará, vamos dizer assim, o aval. Será o primeiro país que dará a certificação, ou não, da vacina com os resultados globais da fase 3”, diz.

A partir do momento que a Coronavac for aprovada no Brasil, qualquer país do mundo poderá mostrar interesse em comprar e realizar um acordo comercial com a Sinovac.

Segundo ela, o que dificulta a chegada da vacina no Brasil é a falta de planejamento desde o começo do processo.

“Agora, nós já temos um planejamento feito na América Latina, não só nos países da Europa e nos Estados Unidos. Estes países já planejaram, iniciaram sua vacinação ou estão iniciando, e nós estamos aqui esperando. Isso só pode ser falta de planejamento”.

Stucchi defende que o governo gederal faça um contrato com os laboratórios da Pfizer / BioNtech e com a Moderna. “Até o momento os produtores de vacina não solicitaram a aprovação da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]. A Anvisa trabalha sob demanda. E por que provavelmente a Pfizer não solicitou ainda? Porque não houve interesse do Brasil, não se fechou um contrato com a Pfizer/BioNtech”.

A infectologista explica que existe um consórcio ligado à Organização Mundial de Saúde e um compromisso para que as vacinas cheguem a todos os países, sem excluir os mais pobres. “A vacinação contra o ebola, que foi feita na África, também foi uma vacina que exigia uma temperatura de – 60º e contou, inclusive, com o apoio de uma organização não-governamental – a Fundação da Melinda Ann Gates – para que a vacinação ocorresse. Eu tenho esperança, sim, que todos os países serão contemplados pela vacinação”, diz.

Jornal Midiamax