Brasil

Bolsonaristas, Allan dos Santos e deputado Daniel Silveira são alvo de operação da PF

Em mais um desdobramento do inquérito que investiga o disparo de notícias falsas contra integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), bem como o financiamento de manifestações antidemocráticas, a Polícia Federal (PF) conduziu, na manhã desta terça-feira (16), mandados de busca e apreensão contra os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Entre os alvos estão […]

Matheus Maderal Publicado em 16/06/2020, às 08h06

Foto: Fernando Oliveira/PRF/Arquivo
Foto: Fernando Oliveira/PRF/Arquivo - Foto: Fernando Oliveira/PRF/Arquivo

Em mais um desdobramento do inquérito que investiga o disparo de notícias falsas contra integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), bem como o financiamento de manifestações antidemocráticas, a Polícia Federal (PF) conduziu, na manhã desta terça-feira (16), mandados de busca e apreensão contra os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Entre os alvos estão o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), o youtuber Allan dos Santos – dono do canal Terça Livre na internet -, e Luis Felipe Belmonte, que está por trás da formação do grupo político Aliança Pelo Brasil, que tenta angariar apoio de bolsonaristas para formar um partido político após o presidente se desligar do PSL, no ano passado.

A chamada Operação Lumec cumpre hoje 21 mandados de busca e apreensão em cinco Estados e no Distrito Federal. As ordens são cumpridas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Maranhão e Santa Catarina.

Silveira usou sua conta no Twitter para comunicar que a Polícia Federal estava em seu apartamento e que isso ocorre porque ele está “incomodando algumas esferas do velho poder”. As diligências foram solicitadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF).

Já Allan informou que os policiais apreenderam seu celular e equipamentos de gravação.

A operação da PF acontece um dia depois da prisão da ativista bolsonarista Sara Winter, também envolvida no inquérito. A tensão vem aumentando entre os Poderes em Brasília, ao passo em que manifestações antidemocráticas – que tiveram a participação de Bolsonaro – se tornam cada vez mais violentas. No sábado, manifestantes simularam um ataque armado ao Supremo, com fogos de artifício.

Em plena pandemia de coronavírus, o presidente participou de vários atos que pediam o fechamento de instituições como o Congresso Nacional e o Supremo. Além disso, a divulgação de um vídeo em que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, chama os decanos da corte de “vagabundos” e pede prisão a eles, inflamou a tensão.

Jornal Midiamax