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299: Ativista bolsonarista Sara Winter é presa pela Polícia Federal em Brasília

A ativista Sara Winter, líder do grupo “300 do Brasil”, foi presa na manhã desta segunda-feira (15), em Brasília, em mais um desdobramento do inquérito que investiga os movimentos antidemocráticos que pediram o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF). A prisão foi autorizada pelo ministro do Supremo, Alexandre de Moraes. Ele […]

Matheus Maderal Publicado em 15/06/2020, às 08h20 - Atualizado às 13h09

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A ativista Sara Winter, líder do grupo “300 do Brasil”, foi presa na manhã desta segunda-feira (15), em Brasília, em mais um desdobramento do inquérito que investiga os movimentos antidemocráticos que pediram o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF).

A prisão foi autorizada pelo ministro do Supremo, Alexandre de Moraes. Ele também é responsável pelo inquérito das fake news, que investiga a origem de notícias fraudulentas contra integrantes da Suprema Corte e resultou em ações da Polícia Federal contra políticos e influenciadores bolsonaristas.

Ao todo, outras cinco pessoas foram presas, mas suas identidades ainda não foram reveladas. A prisão vem na esteira de uma escalada da violência em manifestações antidemocráticas neste fim de semana. No último sábado (14), cerca de 20 manifestantes do grupo “300 do Brasil” simularam um ataque ao Supremo com fogos de artifício.

Ataque

O ataque com fogos contra o Supremo resultou em um pedido de inquérito por parte do Ministério Público Federal, para investigar os responsáveis pelo crime. De acordo com o MPF, “os atos podem ser enquadrados na Lei de Segurança Nacional, nos crimes contra a honra, além da Lei de Crimes Ambientais por abranger a sede do STF, situada em área tombada como Patrimônio Histórico Federal”.

Ministros da corte também reagiram ao ataque. “Infelizmente, na noite de sábado, o Brasil vivenciou mais um ataque ao Supremo Tribunal Federal, que também simboliza um ataque a todas as instituições democraticamente constituídas”, disse o ministro Dias Toffoli, em nota divulgada neste domingo.

“Financiadas ilegalmente, essas atitudes têm sido reiteradas e estimuladas por uma minoria da população e por integrantes do próprio Estado, apesar da tentativa de diálogo que o Supremo Tribunal Federal tenta estabelecer com todos, Poderes, instituições e sociedade civil, em prol do progresso da nação brasileira”, acrescentou o decano, sem citar, no entanto, o nome do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que desde o início da pandemia de coronavírus, vem chocando o mundo ao participar de aglomerações em atos que pedem o fim de instituições democráticas e o retorno do regime militar.

A relação entre os Três Poderes está cada vez mais tensa, em Brasília, principalmente depois da divulgação de uma reunião ministerial realizada em 22 de abril, em que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, chama os ministros do STF de “vagabundos” e pede a prisão deles, na presença de Bolsonaro.

A divulgação do vídeo se deu no âmbito da investigação sobre uma suposta interferência política de Bolsonaro na Polícia Federal, como foi denunciado pelo ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, na ocasião de sua demissão.

Jornal Midiamax