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Seis pessoas são presas na 48 ª fase da Lava Jato e faz buscas no governo do PR

PF investiga susposto esquema de corrupção em estradas paranaenses

Ludyney Moura Publicado em 22/02/2018, às 14h03

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PF investiga susposto esquema de corrupção em estradas paranaenses

Na primeira de 2018, mas a 48ª desde seu início, em março de 2014, a Operação Integração, mais uma fase da Lava Jato, culminou com a prisão de seis pessoas, entre elas um servidor do governo do Paraná, chefe do DER/PR (Departamento de Estradas de Rodagem no Paraná), na manhã desta quinta-feira (22). 

Polícia Federal revelou que foram presos Nelson Leal Júnior, diretor-geral do DER/PR, Oscar Alberto Gayer da Silva, ex-funcionário do Departamento, Wellington de Melo Volpato, sócio da Eco Sul Brasil Construtora, Helio Ogama, diretor-presidente da Triunfo Econorte, Leonardo Guerra, administrador da empresa Rio Tibagi e Sandro Antônio de Lima, funcionário da Econorte.

A PF revelou que nesta fase, os agentes investigam a prática dos crimes de corrupção, fraude a licitação e lavagem de dinheiro, nas ações de concessão de estradas paranaenses.

Um servidor comissionado da Casa Civil do governo de Beto Richa (PSDB), governador do Paraná, identificado como Carlos Nasser, teve o escritório, no Palácio do Iguaçi (sede do governo) alvo de mandado de busca e apreensão.

O MPF (Ministério Público Federal) explica que servidores públicos e empresas investigadas teriam se associado criminosamente para desviar recursos públicos.

As prisões e 50 mandados de busca e apreensão nos Estados do Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina, foram autorizadas pela 13ª Vara Federal de Curitiba. As investigações detectaram o uso das estruturas de lavagem de dinheiro “reveladas na Operação Lava Jato para operacionalizar os recursos ilícitos pagos a agentes públicos, principalmente por meio dos operadores financeiros Adir Assad e Rodrigo Tacla Duran, investigados na Lava Jato”, segundo a Polícia Federal.

Jornal Midiamax