Brasil

Pedra fundamental do reator de radioisótopos é lançada nesta terça-feira

Segundo Temer, reatores irão baratear custos de medicamentos

Ana Clara Santos Publicado em 08/06/2018, às 15h16

Foto: Cesar Itiberê/PR
Foto: Cesar Itiberê/PR - Foto: Cesar Itiberê/PR

Nesta sexta-feira (8), o presidente Michel Temer participou da inauguração da pedra fundamental do Reator Multipropósito Brasileiro e do início dos testes de integração dos turbogestores do Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica, no Centro Industrial Nuclear de Aramar, em Iperó, em São Paulo. A previsão é que o reator comece a funcionar em 2024.

O reator será usado na produção de radioisótopos para fabricação de medicamentos usados no tratamento de doenças cardíacas, oncológicas, hematológicas e neurológicas. Essa tecnologia tornará o Brasil um referencial em medicina nuclear, pois, torna o país autossuficiente na produção de radioisótopos.

De acordo com Temer, a produção nacional desse elemento químico fará com que o custo do tratamento caia, tendo em vista que agora não será mais preciso importar. “Hoje, somos obrigados a importar fármacos para combater várias doenças, principalmente o câncer. O tratamento fica mais complicado e, naturalmente, mais caro, porque o país depende de fornecedores estrangeiros”, destacou.

Ainda segundo o presidente, com os reatores o SUS (Sistema Único de Saúde) aumentará o atendimento aos pacientes com câncer, além de reduzir os custos do tratamento, pois, os medicamentos terão preço de custo. Para isso, o governo investirá R$ 750 milhões e, de acordo com o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, pasta vai investir esse valor até 2022, sendo que neste ano serão liberados R$ 30 milhões.

De acordo com o ministro, ao baratear os custos também será possível oferecer mais serviços para a população. “Na prática, significa para a população que vamos realizar diagnóstico mais preciso de doenças como infarto do miocárdio, infecções agudas, demências e embolia pulmonar. Teremos uma das formas mais eficientes de detectar o câncer. Significa ampliação dos serviços de diagnóstico por imagens que permitem visualizar o funcionamento de órgãos e tecidos”, explicou Occhi.

O ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, que também participou do evento, esclareceu que o reator faz parte do programa nuclear da Marinha e é usado apenas para fins pacíficos. “Vale lembrar que o Brasil é um dos países mais atuantes na causa da não proliferação de armas nucleares. O reator terá, além do reator nuclear de pesquisa, toda uma infraestrutura de laboratórios, capazes de realizar testes de verificação dos efeitos da radiação”.

Informações Agência Brasil 

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