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Irmãs siamesas que eram unidas pela cabeça são separadas

As irmãs siamesas que nasceram unidas pela cabeça foram separadas com sucesso após cirurgia definitiva realizada neste sábado (27), no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. As gêmeas já haviam passado por outros quatro processos cirúrgicos. De acordo com o portal G1, as meninas Maria Ysabelle e Maria Ysadora, de 2 anos, já conseguem respirar […]

Diego Eubank Publicado em 31/10/2018, às 15h16

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As irmãs siamesas que nasceram unidas pela cabeça foram separadas com sucesso após cirurgia definitiva realizada neste sábado (27), no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. As gêmeas já haviam passado por outros quatro processos cirúrgicos.

De acordo com o portal G1, as meninas Maria Ysabelle e Maria Ysadora, de 2 anos, já conseguem respirar sem o auxílio de aparelhos, mas continuam em recuperação na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital.

Irmãs siamesas que eram unidas pela cabeça são separadas
Foto: Arquivo Pessoal

O neurocirurgião pediátrico Ricardo Santos de Oliveira explicou ao G1 que a última cirurgia à qual as gêmeas foram submetidas foi a mais complexa pois envolveu a separação da parte dos cérebros que estava unida. Além disso, foi realizada a reconstrução da calota craniada e pele das crianças, com tecido retirado delas mesmas.

Segundo Oliveira, foi necessário que ambas as meninas fossem seguradas por diferentes médicos que dariam continuidade ao processo cirúrgico individual delas. O neurocirurgião Marcelo Volpon Santos foi responsável pela reconstrução óssea de uma das meninas, enquanto que Ricardo Santos, da outra.

Para Marcelo Volpon, as siamesas devem permanecer no Hospital das Clínicas até que seja concluído o processo de reabilitação. A família das gêmeas é de Patacas, distrito de Aquiraz, no Estado de Ceará e mora temporariamente na Universidade Federa de São Paulo, em Ribeirão Preto.

Ysabelle deverá ser submetida a mais uma cirurgia para a cobertura de uma parte da nuca que está sem pele. Para o cirurgião plástico Jaime Farina Junior, a abertura está envolvida por uma membrana composta por colágeno, o que auxilia na recuperação

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